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ÓSCAR MIGUÉIS

Ao celebrarmos o primeiro aniversário, não podíamos ficar indiferentes a alguém, que desde o primeiro momento de discussão da viabilidade do projecto no Forum do Esposendeonline, se disponibilizou para ceder o alojamento e registo do domínio para o site, encorajando por diversas formas à criação do primeiro espaço de leitura com o formato de jornal digital. Ainda jovem, é um profissional de 5 estrelas e chama-se Óscar Miguéis.
Proprietário do EsposendeOnline, é responsável pela manutenção de vários sites e evolui naquilo que ele próprio cria. Desenvolveu recentemente uma extraordinária paixão a nível da tecnologia que é a aviação virtual, a qual considera não um hobbie, mas um jobbie. Uma mistura entre job e hobbie.

NF – Fala um pouco do teu percurso no “Mundo da Informática”? .
Óscar Migueis Na época em que estava a estudar no secundário, chegou uma altura, que tive de escolher uma área, segui a área de informática, paixão já antiga.
Em seguida prossegui os estudos com o curso Técnico Profissional de Informática de Gestão (10.º, 11.º e 12.º anos), na Escola Secundaria Rocha Peixoto, na Póvoa de Varzim.
A partir daí comecei a apaixonar-me pela programação e desenvolvimento de software. Nunca gostei muito da área de informática na óptica de utilizador, nem da própria assemblagem de computadores. Trata-se de uma trabalho rotineiro do qual eu tenho dificuldades em me adaptar. O que realmente me dá o verdadeiro “gozo” é a criação, o desenvolvimento, a evolução. Ou seja, produzir algo que foi criado por mim. A off systems, empresa da qual sou sócio gerente, é neste momento, responsável pela montagem / manutenção do parque informático de grandes empresas a nível nacional, como é o caso da cadeia de lojas «Boutique dos Relógios» e «Lojas Swatch».
Antes da Off Systems, tive outra empresa de informática, e revelando currículo, também fui director do departamento informático de uma empresa de transformação de madeiras.


NF – Para além da informática, sempre foste um adepto das novas tecnologias?
Óscar Migueis Há 3 ou 4 anos atrás descobri uma nova paixão na minha vida. Fui a um Workshop de Aviação Virtual, e a partir daí fiquei completamente fascinado, pelo que decidi entrar nesse mundo.
A Tap Virtual, da qual sou um membro activo pertencente à frota de médio curso, é uma espécie de emulação da aviação real da mesma companhia aérea, a qual exige dos seus membros a frequencia de aulas teóricas e práticas, bem como a renovação de certificações para poder continuar a voar pelos céus virtuais, ligando entre si, pilotos e controladores de tráfego aereo de todo o mundo através da internet. Para que tudo isto se torne uma realidade, existem duas grandes redes de simulação aérea virtual onde existe todo um conjunto de regras, procedimentos e normas de conduta pela qual se regem pilotos e controladores de espaço aéreo virtuais, a qual para além de permitirem uma interação entre todos os intervenientes, emulam também as condições meteorológicas reais, tempos de vôo, etc.
Temos instrutores, que na sua maioria são pilotos na vida real. Não há quase diferenças entre um simulador e uma aeronave real.
A IVAO (International Virtual Aviation Organization), proporciona a todos os entusiastas da simulação aérea, a partilha de um único céu virtual. Existe a IVAO PT (Divisão Portuguesa da IVAO), da qual sou também o webmaster.
O ano passado coube-me a mim pilotar um simulador real, fui convidado para o fazer somente com um ano de experiência, o que é muito pouco. Fiz um voo Lisboa – Funchal. O voo foi realizado no Aeroporto Francisco Sá Carneiro, e simula basicamente um avião real em condições reais. Neste momento estou na frota de médio curso, faço viagens de 4 a 5 horas em média.
A TAP é das companhias aéreas virtuais mais rigorosas. É necessário fazer uma certificação de 6 em 6 meses, onde somos avaliados em todos os aspectos, desde todas as componentes que envolvem a preparação, como por exemplo o cálculo de combustível e condições físicas/meteorológicas, até à velocidade com que é feita a descolagem.
Acaba por não ser propriamente um hobbie pois não é somente um divertimento, exige bastante estudo e trabalho.
Tem muita informação e tecnologia, se calhar é por isso que eu gosto.
O meu sonho hoje em dia é tirar um curso de piloto particular.


NF – És um dos responsáveis pelo site “Esposendeonline”. Como nasceu este projecto? .
Óscar Migueis O EsposendeOnline, surgiu em 2001, em conjunto com um amigo, o Pedro Santos. A ideia surgiu como por uma brincadeira, em conversa de café. Conversávamos diversas vezes que não estávamos a par do que acontecia no concelho, víamos as coisas a acontecer e não sabíamos de que se tratava.
Foi mais uma necessidade pessoal que sentimos. Surgiu então a ideia de compilar todas as notícias a nível local num unico espaço de facil acesso. A criação duma estrutura dinâmica onde toda a informação estaria centralizada, mas de uma forma interactiva, onde pudesse existir um local para debate de ideias e um fórum.
A concepção passava por criar uma estrutura semelhante a um portal o mais completo possível e a ligação a jornais em formato digital, não em forma de concorrência, mas sim por forma a centralizar todo o tipo de informação existente no concelho.
Chegamos até a pensar ir mais além, a ideia era criar um centro comercial virtual, completamente gratuito, e apenas destinado ao comércio tradicional, mas para tal já haveria maiores necessidades a nível de recursos humanos.
O site atingiu uma dimensão muito maior do que a esperada, pelo que, neste momento, conta com mais de 1 milhão de visitas por ano, o que para mim é muito gratificante, e não quero de modo algum abandonar este projecto ímpar.


NF – A freguesia de Fão é bastante participativa no fórum do Esposendeonline. Na tua opinião, quais as razões para tal? .
Óscar Migueis Eu vejo isso como vejo Fão dentro de outros aspectos. Tanto a freguesia de Fão, como por exemplo a das Marinhas, são ambas bastante bairristas.
Fão é muito bairrista, as pessoas de Fão têm muito orgulho em dizer que são de Fão. Este aspecto vê-se por exemplo no futebol, onde muitos adeptos vão ao estádio apoiar o seu clube. Nas outras freguesias poucos apoiam os seus clubes. Eu vejo isto nesta perspectiva. No fórum acontece a mesma coisa, o tal bairrismo. Aproveitam o espaço para divulgar a sua terra.


NF – Há alguma situação mais marcante que tenha sucedido no fórum?
Óscar Migueis Houve realmente uma situação que foi mais marcante para mim do que qualquer outra. Fizemos um peditório para uma criança de 18 meses, que sofria de paralisia cerebral, e necessitava de fazer uma operação numa clínica especializada em Cuba.
Esta situação surgiu numa ocasião em que, de passagem por uma loja de roupa para criança em Leça da Palmeira, me chamou a atenção uma “latinha” com uma foto de uma bebé de 18 meses. Talvez por ser da idade da minha filha, a situação tocou-me particularmente, por isso tirei o número de telefone e depois de um primeiro contacto com a mãe da criança pedi um documento que comprovasse a veracidade da situação.
Quando confirmei que não se tratava de uma burla, fizemos através do EsposendeOnline, um peditório, um leilão, e até chegamos a participar num programa realizado pela TVI. Foi uma coisa muito boa, pois conseguimos que o bebé fosse operado na clínica especializada de Cuba com tudo o que era necessário.


NF – Dentro do grupo és considerado um dos padrinhos do “Novo Fangueiro Online”. Sentes isso?
Óscar Migueis O Novo Fangueiro Online para mim é especial. De certa forma é como se o tivesse visto a nascer.
Criou-se a ideia dentro dos fóruns do EsposendeOnline e passados poucos dias o jornal estava no ar. O Novo Fangueiro Online nasceu na estrutura que eu criei. Padrinho não digo, mas um bom padrasto!


NF – E as perspectivas. Como prevês o“Novo Fangueiro Online” daqui por mais um ano?
Óscar Migueis É de louvar o Novo Fangueiro online neste 1.º aniversario, não só pela sua criação, mas também pelo número de visitantes.
As perspectivas são as melhores, pois daqui por um ano, tanto o Novo Fangueiro como o EsposendeOnline tenho a certeza, que continuarão a ser uma referência para os públicos a quem se dirigem.
Naquela bela terra (Fão), que também viu o meu Pai nascer, acho que nada morre, nem nada acontece por acaso.