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FILIPE MARTINS
"A Bateria não é uma opção, é uma Paixão"

Filipe Martins é um jovem fangueiro e a sua apetência para as artes musicais é já do conhecimento sobretudo de muitos outros jovens, que lhe reconhecem talento, sobretudo na percussão.
Paralelamente à sua vida profissional, o Filipe “vive para a música”. Deu os primeiros passos com o grupo Tifosi em Fão, e agora, anos mais tarde, encontra-se a gravar um álbum, com a banda Mazzalov.
Na abordagem que fizemos a este jovem fangueiro, referenciamos desde já a sua disponibilidade e simpatia:

- Como entrou a música na tua vida?
De uma maneira ou de outra a música está sempre presente na vida de todos nós... Quem é que não gosta de ouvir música, de cantarolar até uma melodia em momentos mais privados? Mas o bichinho começou a despertar com a ajuda do meu irmão que é teclista, e nas aulas de educação musical no ciclo preparatório.

- A opção pela bateria tem alguma razão especial?
Não é uma opção, é uma paixão...
Começou quando fiz 10 anos, os meus pais ofereceram-me uma bateria... ainda tentei tocar guitarra, mas a bateria “tocou” mais alto...

- Como foi a experiência nos “Tifosi”? O que guardas dela?
A experiência com os Tifosi foi muito gratificante. Foi lá que me iniciei como baterista, ganhei experiência de palco (as primeiras vezes são aterradoras…), e como o repertório era maioritariamente constituído por coovers, e fazíamos por chegar a um leque de publico muito alargado, tive que tocar vários estilos de música, desde a música tradicional portuguesa, passando pelo samba, e pop-rock., e isso contribuiu para que eu adquirisse uma bagagem mais abrangente...

- Desde essa altura já frequentaste aulas de música? Como avalias a tua evolução desde aí?
Já nessa altura frequentava aulas de bateria em Esposende. Mais recentemente tive durante 2 anos aulas com Paulo Coelho, baterista dos extintos “ADN”, actualmente nome sonante do jazz nacional e um dos mentores dos “Bidom”!
Sinto que evolui bastante. Toco mais descontraído, aprendi novas técnicas, e conheço melhor os sons que é possível tirar de cada elemento da bateria! Contudo quero ir mais além, pois para atingir o meu objectivo (tocar com uma formação de jazz) ainda tenho que aprender e praticar.

- Existe algum músico que te influencie?
Não há nenhum a quem eu pretenda seguir como linha condutora, existem, isso sim, vários bateristas, que pela sua técnica, criatividade e sonoridade características, me fazem trabalhar determinados aspectos na minha forma de tocar. Entre eles: Dave Weckl, Steve Gadd.

- Gravaste recentemente um álbum. Estás satisfeito com o resultado?
Bem, o álbum ainda não está pronto, deve sair lá para meados de Outubro!
Satisfeito acho que nunca irei ficar... Fico sempre com a sensação de que seria possível fazer melhor. Mas o tempo esgota-se, e os prazos apertam.

Interessas-te por outras formas de arte?

Sim, gosto muito de tudo o que for artes plásticas e performativas. Tenho uma paixão por fotografia, mas por falta de tempo não me tem sido possível dedicar a ela.

Como analisas o actual panorama da música no concelho de Esposende? Como prevês que ele evolua nos próximos anos?
Acho que a música no concelho está a crescer a bom ritmo... temos já alguns concursos, caso do rockastrus e do rock na praia, que arrastam bandas já com qualidade significativa. Noutra vertente temos também o grupo de música de camera de Esposende que também tem dado provas da sua qualidade.