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ADRIANA PEREIRA

Nasceu a 28 de Janeiro de 1986, chama-se Adriana Pereira e é conhecida de muitos nós como uma voz do Grupo” Jovens de Fão”.

Filha de Felisbela Cruz Pereira e de Raimundo Pereira, frequenta o 3.º ano de Educação de Infância na Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Viana do Castelo. Canta e toca guitarra na TUNICE - Tuna Feminina do IPVC.

É também catequista desde muito jovem na nossa Paróquia e actualmente integra um novo projecto a nível musical que iremos conhecer pessoalmente muito em breve.

Novo Fangueiro – Desde miúda que te conhecemos do Grupo de Jovens. Já nasceste com vontade de cantar?
Adriana Pereira - Sim, (risos), desde sempre me lembro de ter vontade de cantar e de gostar de música. Aprendi a tocar guitarra por mim própria, seguindo a música e o meu instinto e adorava os momentos que passava assim.



Novo Fangueiro – Como surgiu o Grupo de Jovens?
Adriana - A ideia surgiu maioritariamente de um grupo que animou a eucaristia durante quatro anos e durante uma viagem a Fátima (Fátima Jovem), decidiu formar um grupo centrado em Deus, na Fé e nos problemas dos jovens e a forma como a religião os interpreta, formando-se assim oficialmente o Grupo de Jovens a 1 de Maio de 2002 – o “Fão Jovem”.
Foi importante nesta altura o acompanhamento do Sr. Padre Vilar, e mais tarde com a mudança de Paróquia, do Sr. Padre Rocha. Nessa altura começamos a participar no Movimento Shalom (uma grande família que integra os jovens que agora compõem o grupo e os padres e irmãs da Comunidade Shalom).


















Novo Fangueiro – Estás a tirar a licenciatura do curso de Educação de Infância. Em que fase estás do curso?
Adriana - Actualmente frequento o 3.º ano do curso de Educação de Infância, na ESE (Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Viana do Castelo). Neste momento já tenho um dia por semana com Prática Pedagógica, no qual estagio num Jardim de Infância de Viana do Castelo. No 1.º semestre este estágio era realizado em contexto de creche (dos 0 aos 3 anos) e neste 2.º semestre é em contexto de jardim de infância (dos 5 aos 6 anos).
Acabam por ser dois dias semanais de estágio pois temos um segundo dia em que temos uma unidade de motricidade infantil.

























Novo Fangueiro – És catequista desde muito cedo, esse facto já revelava a tua afeição em trabalhar com crianças?
Adriana - Eu sou catequista desde que fiz o Crisma. Ainda era muito jovem e ainda não tinha bem definido o que queria para o futuro a nível profissional. Talvez tenha influenciado um pouco, mas penso que o facto de ter ido para catequista foi motivado pela minha educação e o principal objectivo seria ajudar a formação da Fé das crianças da nossa Paróquia.
Obviamente que desde aí gostava de lidar com crianças, mas é muito diferente lidar com elas e trabalhar com elas todos os dias.



Novo Fangueiro – Voltando à música. Fala-nos um pouco sobre o novo projecto “Terradivínus”?
Adriana - Foi um projecto que nasceu o ano passado. O fundador do TERRADIVÍNUS (que pertencia anteriormente a um outro grupo) convidou-me para ser a vocalista feminina, convite que eu aceitei prontamente, começando os ensaios em Setembro de 2008. Os TERRADIVÍNUS têm tudo para dar certo.




















É um grupo que tem como propósito a música tradicional portuguesa, mas que quer primar pela diferença. Penso que a nossa principal primazia é mesmo a diferença. É também um grupo muito rico em termos musicais pois temos vários instrumentos (concertina, guitarras, cavaquinhos, bateria, baixo, violino, bombo, pandeiretas, adufe e castanholas), e também em termos vocais. No nosso repertório ainda não constam originais, mas cantamos um lote de músicas com bastante qualidade.
Ensaiamos uma ou duas vezes por semana, e apesar do projecto ser muito recente temos já vários espectáculos marcados para este ano para várias localidades (Arouca, Vila Nova Famalicão, Gandarela, Abade de Vermoim, Lordelo, Riba d’Ave, entre várias).



Novo Fangueiro – Desde quando fazes parte da tuna?
Adriana - Desde que ela surgiu, Abril de 2008. É também um projecto novo pois criou-se a tuna feminina do IPCV – TUNICE- que é constituída por alunas de quase todas as escolas do Politécnico.






















Novo Fangueiro – Consideras a música importante para a profissão que vais desempenhar no futuro?
Adriana - Sim, claro que sim. No final do curso estamos aptos para dar aulas do nível pré-escolar e isso engloba várias actividades.
O curso aborda diversas vertentes de intervenção educativa na infância que poderão constituir várias áreas de inserção profissional: intervenção educativa em creche, animação sócio-educativa, animação de tempos livres, bibliotecas infantis, ludotecas e oficinas de expressão e intervenção educativa para população em risco social e de desenvolvimento.



Novo Fangueiro – Estas actividades em que te envolves ajudaram a formar-te enquanto pessoa?
Adriana - Sim, claro que sim! Desde cedo me habituei a conviver com diferentes pessoas e de diferentes idades. Aprendi também a viver e a trabalhar em grupo. Isso vai ser sempre importante tanto a nível pessoal como profissional.
Em relação à música também foi muito importante, pois a nível de voz tudo que sei foi apenas por mim e pelas experiências que tive. Por exemplo na tuna, fazemos aquecimento de voz e agora eu sei que isso é importante. Aprendi também a respirar e agora consigo “soltar” muito mais, e quero continuar a aprender muitas coisas.



Novo Fangueiro – O Curso, a Catequese, o Grupo de Jovens, os Terradivínus, como consegues conciliar tudo com a tua vida privada? “Quem corre por gosto não cansa”?

Adriana - Às vezes não tenho mesmo tempo e é muito complicado. São ensaios da tuna, do grupo às vezes mais do que uma vez por semana, e ainda mais as actuações. É mais complicado ainda porque durante a semana vivo em Viana, só estou em Fão aos fins-de-semana e os ensaios do Terradivínus são em Vila Nova de Famalicão.
Tenho ainda o estágio, os trabalhos e os estudos, trabalho também nas férias académicas, com um bocadinho de organização, boa vontade e compreensão da minha família tudo está a ser possível. Mas sim vale a pena, claro que vale!