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FRANCISCO COSTA

Francisco Costa é um jovem de 33 anos, empregado administrativo na Solidal e tem como hóbi a arte da fotografia, uma prática que tem já muitos adeptos em Fão.
Militante incondicional das novas tecnologias, tem já um histórico interessante e alguns dos seus trabalhos foram seleccionados e publicados por algumas revistas da especialidade.
Os seus registos mostram muito de Fão e a abordagem pretendeu “expôr” os motivos e o percurso da sua arte, um trabalho que ficou simplificado pela atitude aberta e simpática do nosso entrevistado.

Como começou em ti esse interesse pela fotografia?
O interesse pela fotografia surgiu quando comecei a ver revistas nacionais e internacionais de fotografia e me fascinavam as imagens que lá apareciam, aqueles pôr-do-sol deslumbrantes, as paisagens fabulosas, os retratos e as fotos da vida animal, mas como a fotografia analógica ficava cara nem me atrevia. Com o aparecimento das máquinas digitais a coisa mudou de figura e então mal tive a possibilidade, comprei uma. Li bastante para aprender as técnicas básicas e passei então à prática utilizando os conhecimentos teóricos do que via nas revistas.

Qual foi a tua primeira máquina?
A minha primeira máquina foi–me oferecida tinha eu cerca de 6 anos, não me lembro a marca mas já tinha flash incorporado. Há cerca de dez anos comprei a minha primeira máquina digital, era uma Olympus D-490 Zoom Digital, mas mais tarde passei para uma Canon 350D que me avariou e hoje tenho uma Canon 10D e uma Canon 450D.

Como desenvolveste a arte de fotografar?
Venho desenvolvendo a técnica essencialmente através de livros da especialidade, lendo bastantes artigos e opiniões de fotógrafos conhecedores que partilham as suas experiências, em sites de fotografia onde se trocam opiniões e se fazem criticas e também junto de amigos que têm o mesmo gosto pela fotografia, em que se vai trocando saberes e ideias. A soma disso tudo é que me faz crescer nesta actividade.

Privilegias fotografar individualmente ou em grupo?
Há pessoas que gostam de fotografar sozinhas, outras em grupo, eu sinceramente não tenho preferência, tanto vou sozinho como vou em grupo, tudo depende da disponibilidade das pessoas. Fotografar sozinho tem os seus prós e os seus contras, assim como fotografar em grupo. Por exemplo, quando vou fotografar sozinho não tenho que estar preocupado com horas ou locais e até perco mais tempo a fazer experiências. No entanto não tenho ninguém para poder trocar opiniões sobre a fotografia que estou a fazer no momento, discutir se estou a fazer a abertura correcta, se a velocidade é a adequada, o tipo de enquadramento ou mesmo o tipo de lente que estou a usar.

Fala-nos dos safaris fotográficos…
Quando existe disponibilidade de tempo por parte da maioria do pessoal ligado à fotografia e que faz disto um passatempo, lá vamos nós em direcção a um determinado local previamente marcado. Normalmente nos dias anteriores à saída elaboramos um roteiro marcando determinados pontos de interesse, não esquecendo também a gastronomia local, e ao longo do dia vamos percorrendo esses pontos ficando mais ou menos tempo, dependendo do local e do tempo.
Existem várias pessoas de Fão que quando têm disponibilidade de tempo não hesitam em alinhar nestes safaris, nomeadamente o Carlos Rio, o Armando Reis, o Tiago Vale, o Raul Lúcio, Fernando Eurico, o Alberto Calheiros e outros mais colegas de outras terras vizinhas que também nos acompanham.

Quais os temas que consideras mais interessantes ou em que te sentes melhor?
Não tenho um tema a que me dedico exclusivamente, gosto de fotografar de tudo um pouco, mas acho interessante a fotografia animal e em contraste a fotografia urbana, e adoro também fotografar macros em água.

Sei que tens fotos em várias revistas.Quais?
Já tenho várias fotos publicadas em revistas da especialidade, nomeadamente na revista “O Mundo da Fotografia Digital” e a actual DP, antiga Digital Photorapher.

Qual a tua foto que mais te agrada?
Eu tenho 3 fotos que são as minhas preferidas. Uma foi feita na praia e tem as torres como cenário privilegiado, outra é de uma ave, um guincho, tirada na marginal junto ao rio e a outra é a de Santa Luzia que recentemente foi premiada na revista DP como foto do mês.

Já participaste em alguns Concursos?
Em concursos tradicionais só entrei em dois, ambos cá em Fão, obtendo uma menção honrosa no concurso organizado pela comissão de festas e um terceiro lugar no concurso organizado pelo Nuno Lopes e a Junta de Freguesia. Também tenho participado em vários concursos online de fotografia organizados por sites portugueses e estrangeiros obtendo em alguns boas classificações, como por exemplo http://www.photo-b.net/contest/10 em que obtive o segundo lugar.

Na tua opinião quais são os pontos fortes e os pontos fracos da fotografia digital?
Hoje em dia não consigo apontar pontos fracos para a fotografia Digital, pois o nível de resolução é tão alto que já bastantes fotógrafos que se dedicavam à fotografia analógica se renderam a essa evidência. Em relação aos pontos fortes, podia ficar aqui o dia todo a enumerá-los. Pode-se falar por exemplo no baixo custo de manutenção em relação ao analógico, na possibilidade de poder ver a fotografia na hora podendo apagá-la e fazê-la de novo se não sair a gosto, também já não é preciso uma câmara escura para dar os retoques finais, podendo em contrapartida usar variadíssimos programas para o mesmo efeito, uns mais simples para amadores outros mais complexos para profissionais.

A internet disponibiliza hoje uma diversidade de sites e blogues sobre fotografia. Fala-nos dos teus espaços…
Actualmente tenho publicadas fotografias em diversos sites da especialidade: http://www.reflexosonline.com/fcosta, http://photo.net/photos/fcosta , http://www.photo-b.net/Fcosta , entre outros, com o intuito de dar a conhecer o meu trabalho e em contrapartida aprender com pessoas mais experientes, obtendo conselhos que me possam ser úteis no dia-a-dia nesta arte.
Tenho também 4 blogues de fotografias minhas, cada um deles com temas diferentes:
Um dedicado a Fão e que se chama “Lentes Discretas” em http://www.lentesdiscretas.blogspot.com/, outro com fotografias de animais todas tiradas em Fão, que é o “Natura Fangueira” em http://naturafangueira.blogspot.com/, outro dedicado à fotografia a preto e branco, que tem por titulo “Visões” em http://www.lentesdiscretasextra.blogspot.com/ e finalmente o “fcosta_photography” em http://fcostaphotography.blogspot.com/. Tive o cuidado de fazer aqui referência a todos os endereços para que as pessoas visitem e deixem a sua opinião se assim o entenderem.

A fotografia e os seus adeptos fangueiros podem dar contributos para mostrar Fão?Como?
Tudo o que se faz e publica com imagens de Fão é uma forma de mostrar e promover a nossa terra e nessa área há muito trabalho feito.
Ainda muito recentemente falamos sobre isto e acho que seria interessante juntar todos os amantes da fotografia numa organização que poderia partir até da autarquia e fazer um registo de Fão por exemplo de 5 em 5 anos, criando um arquivo fotográfico da nossa terra, expondo as fotos mais significativas, ficando as outras numa base de dados. O objectivo era registar o tempo e as evoluções ou alterações que se vão verificando em Fão, que só estes registos conseguem assegurar.
O Novo Fangueiro tem vindo a publicar na rubrica ontem e hoje as fotos realizadas há umas décadas atrás e a comparação com os dias de hoje no mesmo sitio registando as alterações que vêm sendo efectuadas ao longo dos anos, e o objectivo é esse mesmo, ficar com um registo não só da nossa terra como também da nossa gente.
O blogue “Fão de sempre”, de que tu és o autor, pode ser um ponto de partida para esta aventura na medida em que conseguiste juntar já um número significativo de fotografias antigas e modernas de locais e pessoas de Fão.