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FELIZ GAIFÉM

Contrariando a “velha imagem da cadeira do dentista” Feliz Gaifém delicia-nos com o entusiasmo com que fala e exerce a sua profissão. Na escola o seu esforço teve sempre como objectivo a entrada em Medicina, mas foi quando ingressou em Medicina Dentária que descobriu a sua verdadeira vocação.
Licenciado em Medicina Dentária, Feliz Gaifém, um jovem fangueiro com apenas 25 anos, já exerce há dois anos numa Clínica em Castelo Branco. Sente muito orgulho em dizer que é de Fão e mostra grande vontade em viver na sua Vila não só os dois dias por semana; “Aqui em Fão é que eu sou Feliz!” …. .

Novo Fangueiro – Há quanto tempo te formaste em Medicina Dentária? Fala-nos um pouco do teu percurso académico.
Feliz Gaifém O meu percurso académico inicia-se na Escola das Pedreiras onde fiz a instrução primária. Depois fui para Esposende até terminar o 12ºano. Guardo boas recordações desses anos.
foi complicado fazer a opção pelo Curso do Ensino Superior . Uma vez que tinha boas notas, era lógico para todos que seguisse Medicina ou algo parecido, o que também era do meu agrado.
Por muito pouco não entrei em Medicina, mas acabei por entrar em Medicina Dentária, na Universidade do Porto. Na altura, o curso apresentava os 3 primeiros anos em comum com Medicina, sendo possível a transferência entre os cursos com equivalência quase total entre as cadeiras. Ainda tive o propósito de me transferir para Medicina mas a minha satisfação no curso de Medicina Dentária era tão boa que rapidamente me apercebi que a minha vocação era mesmo aquela.
Foram 6 anos espectaculares! O Porto é uma cidade linda e o ambiente é fantástico. Acabei a licenciatura há 2 anos - tenho 25 anos.



Novo Fangueiro – Do final do curso até à vida profissional como foi o teu trajecto? Porquê Castelo Branco?
Feliz No último mês de aulas um professor da Faculdade propôs-me trabalho na Clínica de um colega seu, em Castelo Branco. Como as condições me agradaram, 15 dias após terminar o curso já lá trabalhava.
Até agora tenho-me mantido por lá pois trata-se de uma clínica grande, com muito movimento, ideal para ganhar experiência profissional. Ao longo destes 2 anos, recebi algumas propostas para mais perto, mas as condições profissionais não eram tão vantajosas. De qualquer modo, parece estar para breve o retorno ao Norte…



Novo Fangueiro – Como é o teu dia-a-dia?
Feliz Na clínica onde trabalho tenho horário completo, de segunda a sexta-feira. Conforme os dias e principalmente agora no verão, dá para acabar o final da tarde numa esplanada. Na clínica trabalham vários colegas, a maior parte jovens, pelo que reina um aprazível ambiente de boa disposição e descontracção.
Castelo Branco é uma boa cidade para trabalhar – é calma, sem grandes problemas de trânsito, segura e económica. A nível turístico, trata-se de uma cidade que por si só não tem muito para oferecer. No entanto, à sua volta tem destinos muito giros – as aldeias históricas da Beira Baixa (Monsanto, Idanha, Penha Garcia, Alpedrinha…) e a região do Parque do Tejo Internacional – um paraíso ainda desconhecido da maior parte dos portugueses. Tem também uns queijos do melhor que há…
Como desvantagens cito o clima. Horroroso! No inverno é extremamente frio (dada a proximidade da serra da Estrela) e no Verão é abrasador, sem sequer ter direito a uma leve brisa. Que saudades das nortadas de Fão… Além disso as pessoas desta cidade (felizmente que nem todos) não são fáceis – são desconfiadas e demoram a integrar os “vindos de fora”.
Quase todos os fins-de-semana volto a Fão, pese a viagem ser longa e cansativa pois são cerca de 3h de viagem. Vá lá que os acessos rodoviários são muito bons. O fim-de-semana passa num instante – dá para relaxar na companhia da família e amigos e rever a “nossa terrinha”. O domingo, ao final da tarde, é sempre penoso pois custa sair de Fão.



Novo Fangueiro – A Medicina Dentária tem evoluído muito nos últimos tempos. Em que áreas essa evolução se faz mais notar?
Feliz É verdade. Essa foi uma das razões que mais me cativou quando ingressei neste curso.
Nota-se uma grande evolução a nível da reabilitação oral (os implantes dentários, as reabilitações de elevada estética), da ortodontia (correcção do alinhamento dos dentes) e da prevenção da saúde oral, indo de encontro às necessidades das pessoas que buscam saúde oral e auto-estima proporcionada por sorrisos perfeitos.
A ideia do “barbeiro-dentista” que se limita a arrancar dentes já não faz qualquer sentido.



Novo Fangueiro – Qual a diferença entre Medicina Dentária e Estomatologia?
Feliz Ambas abrangem os mesmos propósitos. No entanto, a formação médica é diferente.
A Estomatologia é uma especialidade da Medicina, mas agora pouco procurada, desde que há algumas décadas (em Portugal, é relativamente recente) a Medicina Dentária se ramificou da Medicina.
A Medicina Dentária, apesar de apresentar uma formação básica semelhante, apresenta uma maior especialização.



Novo Fangueiro – Quais os cuidados de Higiene e Segurança que o Médico Dentista deve ter no atendimento dos seus pacientes?
Feliz Todos os materiais usados no atendimento ao paciente são esterilizados ou descartáveis pelo que o risco de infecção cruzada é insignificante. Também respeitamos normas de segurança relativamente aos aparelhos de radiologia e aos resíduos de substâncias perigosas.
Relativamente ao médico dentista, também se aplicam normas a nível do vestuário, máscara, luvas e eventualmente óculos de protecção.
As clínicas são regularmente inspeccionadas, pelo que as pessoas podem ter total confiança em nós.



Novo Fangueiro – Viver em Fão está nos teus planos para o futuro?
Feliz Sim, claro que sim. Nasci e cresci em Fão. É lá que vive a minha família e a maior parte dos meus amigos.
Quando me perguntam de onde sou, respondo invariavelmente “Fão”. Quando não conhecem avanço com “Ofir” e só a muito custo digo que pertenço a “Esposende”.
Além disso, não conheço muitas zonas em que se possa viver com a qualidade de vida que temos em Fão. Temos praia, rio e pinhal, longe da azáfama das grandes cidades e, simultaneamente, com fáceis acessos para os grandes centros urbanos da região.
Adoro Fão e tenho orgulho em dizer que sou de Fão.





Novo Fangueiro – Vês-te a trabalhar em Fão? A tua vida profissional seria igual cá no Norte?
Feliz Gaifém Isso seria óptimo. No entanto, não sei se tal será possível. Pelo menos gostaria de trabalhar perto de Fão, o que, certamente, aumentaria a minha qualidade de vida.


Novo Fangueiro – O que sentes quando cá vens ao fim-de-semana?
Feliz Gaifém Mesmo regressando quase todos os fins-de-semana, sinto sempre uma alegria imensa pois é aqui que sou feliz . É bom para recuperar as forças para uma nova semana de trabalho.