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TIAGO VALE

“Quem corre por gosto não cansa”! É com estas as palavras que Tiago Vale explica o facto de conseguir participar activamente nas coisas que gosta e conseguir conciliá-las com as suas obrigações. Tiago, nascido a 6 de Setembro de 1974, é mais um dos jovens que dedica o seu tempo livre a diversas actividades na sua Vila. Actual treinador da equipa das iniciadas no ASP, Bombeiro Voluntário, Membro da Fanfarra e da Comissão de Festas do Senhor Bom Jesus, aborda nesta entrevista aspectos sobre o Andebol e também o seu gosto pela Fotografia.

NF – Fala-nos um pouco de ti. Onde nasceste, idade, habilitações, actividade profissional e hobbies..
Tiago Vale Eu nasci em Fão em 6 de Setembro de 1974. Trabalho no Casino da Póvoa, como pagador de banca nos casinos. Como hobbies tenho a fotografia e o andebol, sou treinador das iniciadas no Águias Serpa Pinto.
Joguei andebol desde os 12 até aos 17 anos. Joguei na primeira equipa que existiu no concelho, junto com mais pessoal de Fão, e fomos campeões nacionais em 87/88.
Fiquei com o 12. Ano, deixei de estudar e fui trabalhar por opção própria.
Para alem disto, sou Bombeiro Voluntário em Fão, faço parte da Fanfarra e da actual Comissão de Festas do Senhor Bom Jesus.


NF – Como é que fazes para conseguir conciliar a dedicação entre as várias actividades?
Tiago Vale É verdade que é um bocado complicado. Embora tudo se consiga. Como se costuma dizer: “quem corre por gosto não cansa”.
Com o andebol por vezes complica-se mais, porque os treinos são ao fim da tarde, e como trabalho de noite, é quase incompatível. Por isso muitas vezes tenho de trocar com colegas meus para conseguir ir aos jogos.
Mais importante que tudo isso, é o apoio da família, que é incondicional. Apoio, ajuda e compreensão, pois acabo por ter de me privar de muita coisa para conseguir ter tempo para tudo.


NF – Continuas ligado ao Andebol. Desta vez a acompanhar as iniciadas. Consideras este facto, um reconhecimento como desportista? .
Tiago Vale Considero, por um lado é uma continuação do que eu sempre gostei de fazer. Quando me surgiu esta oportunidade, no momento em que o José Lavandeira veio falar comigo (as miúdas eram infantis na altura), eu aceitei prontamente, conforme as minhas possibilidades obviamente. Acho que foi um reconhecimento e uma oportunidade que agarrei e queria continuar a ter.

NF – Que diferenças reparas em relação aos tempos? Depois destes anos no mundo do desporto, que diferença e balanço fazes? .
Tiago Vale Antigamente tínhamos o andebol como desporto e gostávamos de fazer o que era proposto. É verdade que hoje em dia as miúdas tem outra liberdade, tem muito mais que nós quando treinávamos. Na altura nós para podermos sair, tínhamos a oportunidade de ir para o andebol.
É um pouco complicado explicar às miúdas o que é o desporto. Por exemplo em relação aos hábitos de vida e à alimentação. O desporto não consiste apenas em jogar. Eu e o Américo Monteiro, que é o director que acompanha as iniciadas, tentamos incutir isso às miúdas.


NF – Achas que o desporto (andebol) te ajudou no desenvolvimento como pessoa?
Tiago Vale Muito, sem dúvida alguma. Não só o andebol em si como o Manuel Ribeiro. Ele era um segundo pai para nós.
Fomos jogar em sua homenagem no mês passado, na sequência das comemorações dos 25 anos da Escola Secundária Henrique Medina.


NF – Como começou o gosto pela fotografia?
Tiago Vale Eu já gostava da fotografia há muito tempo, mas tirava só por tirar. Um tio meu comprou uma máquina e começou o bichinho. Entretanto comprei a minha e é um hobbie que tenho, sou um amador.

NF – Existe convite por parte de pessoas para fazeres trabalhos como casamentos, por exemplo? Como explicas esta situação?
Tiago Vale Esse tipo de trabalhos costumo fazer com o Lúcio , e tudo começou em fazer para amigos. Dá-nos gozo, a mim e ao Lúcio, juntámo-nos para fazer esse tipo de trabalhos.
O primeiro factor a meu ver, é a qualidade do trabalho. Nós somos bastante meticulosos. Os profissionais, a meu ver, não poderão estar com o trabalho e a despender tanto tempo. Depois existe o factor preço, se fizéssemos disto profissão já teria de ser “outra história”.


NF – Na tua opinião, é necessário ser um técnico e experiente? Ou basta o espírito aventureiro e criatividade?
Tiago Vale Existe uma coisa que nós temos que ter: é um olhar de fotógrafo, temos que ter um olhar muito peculiar.
Em termos de máquinas mais avançadas já é necessário ter uma maior técnica. Mas nas compactas não, tudo consta de um clique. Quanto mais se pratica, mais se aprende. Participo por exemplo no site www.1000imagens.com, onde estou inscrito desde 23 de Junho de 2004 e é um site onde tenho aprendido imenso.


NF – É necessário investir muito em equipamentos e novas tecnologias de mercado?
Tiago Vale Penso que sim. A tecnologia agora vai avançando muito rápido e as pessoas têm de acompanhar.

NF – Existe algum ponto que gostarias de partilhar com o NovoFangueiro Online?
Tiago Vale Uma grande insatisfação por um erro burocrático da Associação do Porto que não permitiu que as miúdas Iniciadas chegassem à 3ª fase, depois de um percurso interessante, causando no grupo alguma revolta e desânimo. No ano anterior tinham conseguido o 4º lugar como Infantis em Ansião.
Gostaria de fazer um agradecimento ao ASP e a toda a equipe técnica e director por ter a modalidade de Andebol. Ao Luís Peixoto que é o coordenador do andebol, ao Américo Monteiro que veio trazer muito ao andebol e se dedica inteiramente, onde ele está existe um enorme empenho e “a coisa” tem de ser levada a risca. O Andebol tem para além da componente desportiva, uma grande componente para a vida. É duro mas tem muito “fair play”.