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Novo fangueiro

Esta rubrica pretende mostrar o tempo. O ontem e o hoje e as diferenças que os separam… em imagens.
Neste número que acompanha o primeiro aniversário da versão digital deste mensário fangueiro, melhor não seria do que distinguir as 2 versões que tiveram por diferença de idade cerca de 22 anos.
Foram vários os Jornais que tiveram génese na Vila Fangueira, o que revela por si a apetência local para o debate, para a necessidade de informação, para a liderança de opiniões, a par de um nível cultural urbano, que caracterizavam por si o nível social do burgo.
A imigração e a necessidade de mais saber sobre a terra natal também contribuíram para a proliferação desses meios informativos.
Mas os jornais resultavam do entusiasmo de alguns lideres de opinião ou pequenos grupos, e a proximidade de alguns meios urbanos com os seus periódicos acicatavam também os homens de iniciativa.
O Novo Fangueiro nasce pelas mãos de Armando Saraiva, já experiente em lides jornalísticas. Com o entusiasmo de um grupo de amigos de Fão, que contava com a família Madureira e o Arquitecto Pádua Ramos, logo criou alguma sustentabilidade logística e financeira e permitiu ao casal Saraiva dar continuidade ao mensário por mais 20 anos, o que é obra. Com uma equipa de colaboradores conseguiu assegurar os diversos conteúdos que o tornavam característico e bem diferente dos jornais regionais.
Tinha os seus leitores seleccionados, distribuindo-se por muitos amigos de Fão, pelas famílias fangueiras residentes bem longe da terra e pelas casas do burgo.
Tinha muitos apreciadores pelos seus conteúdos, pela saudade que difundia, pela abrangência temática, pela sociabilidade e pelo esforço evidente do seu impulsionador.
A doença apoquentou o seu resistente criador e um dia o Novo Fangueiro cessou.
Aí os seus leitores sentiram a ressaca da sua falta.


Sem carpir mágoas, ia-se debatendo lentamente no Forum do Esposendeonline, nos tópicos que se referiam a Fão, essa tal necessidade de um novo meio de informação local, com algumas ideias a augurar a continuidade do Novo Fangueiro, entretanto já desactivado pelos seus administradores.
Do debate no Forum surgiu a criação de um grupo que entendeu iniciar um Novo Fangueiro mas com suporte na Internet, uma ferramenta imprescindível hoje aos meios de comunicação. Até os jornais regionais já têm a sua versão online, sendo obrigatório nos de grande tiragem, sob pena de não acompanharem os tempos.
Era uma aventura sem grandes expectativas de mercado leitor, tendo em conta que nos nossos lares o uso da Internet ainda não está massificado. Mas caminha para isso, dizem.
Também é verdade que muita e muita gente não sabia ler e os jornais em papel nasceram e cresceram.
Estudado o projecto, verificou-se que financeiramente ficava bastante acessível e beneficiamos logo do domínio e alojamento oferecidos pelo Esposendeonline, onde ocorrera o debate e ainda hoje dizemos com um sorriso, que o Óscar Miguéis é o padrinho do jornal.
Hoje, volvidos que são 12 meses, esbracejamos de sucesso ao relermos a Opinião dos nossos leitores.
Corremos o mundo vivendo apenas à distância de um clique e sentimos que a informação voa em todos os sentidos por força da era digital.Acedendo ao computador, temos acesso fácil ao novo Novo Fangueiro.
Ontem como hoje é importante o contributo humano, o desenho dos conteúdos, a recolha da história, a partilha da opinião .
Ontem como Hoje, queremos que o Novo Fangueiro seja o eterno mensageiro.