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Entrada da ponte

Esta rubrica pretende mostrar o tempo. O ontem e o hoje e as diferenças que os separam… em imagens.
A parafernália de obras que atormentam ainda a nossa ponte, com intenso trabalho de desencrostamento das ferrugens velhas e a substituição e reforço das vigas de ferro, avançaram já para a entrada, estando a ser substituído o velho arco do estaleiro, por estrutura em betão bem garantida.
A velha ponte centenária deixou transpôr o rio ao longo de muitas décadas a milhões de passantes, em meios de transporte diversos, desde a carruagem de cavalos que a figura antiga documenta até à modernidade dos veículos híbridos.
Como era nova a ponte, com seus passeios interiores para peões e a prolongar-se para sul com os seus “mecos” em granito, que em pequeninos intervalos se vinham encostar à moradia de veraneio do Dr.Costa Palmeira, avô do nosso estimado leitor Sr.Mário Palmeira, que graciosamente nos remeteu esta e outras fotos. Mais tarde, veio esta casa dar lugar a um espaço comercial, a Pensão Peixoto, onde se comercializaram os gulosos pastéis de chila , criando aqueles hábitos tentadores, que ainda hoje afligem tantos e tantos apreciadores, agora ali mais a sul, a uma centena de metros.
Lá bem no fundo da paisagem o mesmo Monte do Faro marca a linha e no Ontem apreciamos o silêncio da ausência dos sinais de trânsito, a quietude do ar puro petrificado pelos lampejos das ferraduras sobre o granito polido mal alumiado e a presença da moradia caiada, com lindas janelas a beber a luminosidade de uma natureza bem graciosa.
Hoje, apenas ligeiros resquícios de um passado esquecido, por ali assentam novos prédios, com alguns comércios e serviços, onde o asfalto traçado de sinais, de luzes em altos candeeiros, aguardam com redes metálicas o estoirar dos foguetes a inaugurar a nova ponte revitalizada, de fato novo, juntando em comum os 2 postais. Mais uns tempinhos p’ra ver!