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Avenida da Praia

Esta rubrica pretende mostrar o tempo. O ontem e o hoje e as diferenças que os separam… em imagens.
A Avenida da Praia ou mais certo, Avenida António Veiga, dispara em linha recta ligando a Estrada Nacional e o mar .
O dinheiro para o seu calcetamento veio do Governo no ano de 1934, era Presidente da Câmara o Padre Manuel Sá Pereira, que tem nome de rua na zona de Ofir, ligando a avenida à restinga.
A imagem de Ontem tem cerca de 60 anos e resiste ainda na memória de muitos fangueiros pelos elementos do primeiro plano que mostram a já desaparecida “fábrica do Felgueiras” destinada a serração de madeiras e moagens, então uma indústria importante no nosso meio.
Do lado esquerdo a balança que indicava o peso das cargas, as madeiras serradas em fase de secagem, a mó substituída, as escadinhas que levavam às lenhas e facilitavam o acesso às Rodas das cordas de sisal.
Ao fundo o pinhal mais denso escondia os primórdios de Ofir, da sua estalagem e já do hotel com desenho do Arquitecto Coelho de Magalhães.
A lenda de Ofir suportava um projecto turístico que nascia na altura pela mão de vários sonhadores.


Ofir mereceu nas décadas seguintes um crescimento notável, tornando-se destino das famílias endinheiradas que pintaram o pinhal de um casario rico e bem dimensionado.
Na imagem de Hoje, os empreendimentos imobiliários invadem e a avenida reconfigurou-se com aparência modernizada de candeeiros e passeios atapetados de pequeninos cubos graníticos. À direita o Clube Náutico impõe-se sobre a paisagem do estuário.
À esquerda a construção afogou os espaços e deu ar de desenvolvimento urbanístico a acompanhar os fluxos turísticos de veraneio.
Um ar de modernidade estende-se até ao mar. Das velhas indústrias…tudo o vento levou.