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A entrada sul de Fão, a considerar a partir do Fontanário do Bom Jesus , é de uma beleza rica em termos arquitectónicos e referenciam os modelos de habitação das famílias da classe média de fins de século XIX, que ainda perduram.
Felizmente o tempo não alterou a marca e algumas mudanças verificadas, com rara excepção, mantiveram a traça e a envolvência característica e dominante, como é bom exemplo o edifício do patronato D. Pedro V.
Os velhos sótãos predominam e os postais reencontram-se em muitos aspectos comuns.
A recuperação de alguns edifícios e a manutenção corrente de outros, podem alterar os traços mais finos, mas no conjunto apenas se contrariam no número de pessoas presentes na rua, a reflectir a desertificação actual, em contraste com o número de veículos do painel de hoje, nesse dia até com mostra de lotação mínima.
Alguns pormenores puxam a atenção para o pátio coberto ao fundo do quintal da casa, propriedade actual da família Esteves, que revela algum requinte de qualidade de vida dos seus antigos moradores. Possibilitava assim, a par das muitas varandas do casario fangueiro, ter acesso voltado para a rua principal, que acolhia com alguma frequência os desfiles e as procissões locais.
A entrada sul perdeu hoje virtualidades pelas novas construções de perfil arquitectónico que revela pouca criatividade.
Estes postais coincidem felizmente fora do tempo e diferenciam Fão das restantes freguesias do nosso concelho, dando requinte e nobreza a uma das mais bonitas Vilas nortenhas, a precisar de umas pinceladas de cor em recantos idílicos, com arbustos floridos e varandas de tom primaveril.
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