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Rio Cávado

Esta rubrica pretende mostrar o tempo. O ontem e o hoje e as diferenças que os separam… em imagens.
O Rio Cávado visto da ponte, sempre velha, o casario espelhado nas águas calmas que atracavam o paul de coradoiros, o barco corrido à vara, talvez do Júlio Vilela ou do Antonino Borda, esta imagem cinzenta de um fotolito que correu páginas e páginas da nossa história não longínqua.
O Cávado diz-nos tudo. É parte da vida e parte da história com muitos contos das mulheres lavadeiras, muita faina das artes ligeiras de pesca, os barcos pesados dos estaleiros navais.
Os perfis do casario envelhecido, sombras toscas dos muros que desenhavam fronteiras com as águas remansosas, caiados longinquamente enfrentando os ventos que a nortada esfregava nos Invernos frios. É a imagem de Ontem num traçado leve de uma reprodução simples que marca a imagem fangueira.

Os tempos mudaram e a imagem de Hoje, da autoria do Armando Jorge, sofre a ligeira cor dos novos tempos, mais rectilíneos pelo desenho da Marginal que delimita as águas mais cansadas pelas indústrias poluentes.
Edifícios recuperados exalam conceitos mistos de preservação e modernidade e as cúpulas religiosas conservam traços equivalentes, mantendo a semelhança da mancha urbana que a lente do registo digital não conseguiu diferenciar com nitidez.

Ao longe, os tempos parece que não mudaram e só a vida interior da Vila poderá reforçar a certeza de que os tempos já são outros e que o Ontem bem se diferencia do Hoje.