Cais do Borda
| Esta rubrica pretende mostrar o tempo. O ontem e o hoje e as diferenças que os separam… em imagens. |
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| Hoje apreciamos o cais do Borda, visto de outro ângulo, a partir da escadaria fronteiriça ao rio. Local de lavadeiras que ali passavam o dia, com barrelas de roupa que se estendiam depois sobre o paul verde, qual manta de remendos a servir de coradoiro, o cais do Borda esconde também muitas conversas de quem se sentava nas escadas a apreciar o rio e a faina. Local de partida de quem ia pôr a rede ou partia rumo ao sul para correr os “molhes” na apanha da lampreia, com a maré em cima era um bom sítio para aportar. Na imagem de Ontem podemos apreciar o chão em terra batida da rua Azevedo Coutinho que ali vinha encostar. O frade do cais é um elemento comum na paisagem, mantendo o seu posicionamento “firme e hirto” a revelar a sua virilidade eterna. Continua a ser uma referência quando se alude ao património fangueiro. O casario foi remodelado e é visível a casa do Landinho que mantém os traços arquitectónicos originais, o que é um bom exemplo de conservação da traça característica da Vila. Na foto do Hoje é perceptível a mudança dos tempos, com a renovação dos edifícios, o arranjo urbanístico da Avenida Marginal e os veículos a ocupar os espaços. Preservam-se algumas embarcações que simbolizam a pesca fluvial e permanece o emblemático chalé bem conservado a esconder as Alminhas do Cais, que ainda transportam alguma devoção. Os telhados ornados de antenas e os postes da bandeiras dos Bombeiros, rematam a paisagem modernizada. |
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