O Jardim do Cortinhal
| Esta rubrica pretende mostrar o tempo. O ontem e o hoje e as diferenças que os separam… em imagens. |
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O Jardim do Cortinhal foi desde sempre um local de encontro para conversa, embora os bancos de madeira não fossem o local privilegiado para fazê-lo, contrariando o que mostra a imagem mais antiga. Na imagem de Ontem o rio extravasou das margens e invadiu o casco velho do burgo. O verde do Largo, que servia de coradoiro às inúmeras lavadeiras, estava submerso. Curiosamente a novidade serviu para uma conversa a dois, em pleno banco de jardim, apreciando a planura do cenário, com o antigo casarão da família Campos a fazer honras ao passado. É verdade que o velho Cantinho da Maledicência a norte do jardim só mudou os actores e actualizou as conversas, com o velho poiso solarengo protegido bem a norte pelo muro em lousa. Dali se apreciava a paisagem despida do Largo ribeirinho, separado do Cávado por um robusto muro de granito, também ele a servir para corar a roupa lavada, enquanto as conversas pontilhavam os inúmeros acontecimentos sociais da altura. Hoje o cenário é bem diferente. Há pouco mais de uma década começou a revitalização do Largo com o transplante de árvores, um fontanário luminoso, um piso em cubo de granito com várias cores, um espaço lúdico para as crianças, candeeiros modernos, bancos agradáveis e áreas amplas que podem facilitar o uso para várias iniciativas. O Jardim abriu-se para o rio com a retirada do velho muro e a avenida Marginal integrou-se de forma graciosa naquele espaço. Pode referir-se que foi uma obra de modernização com sucesso e os fangueiros adaptaram-se facilmente à nova imagem e sentiram a sua evolução com um sorriso. Como se pode ver na imagem de Hoje, as sebes estruturam a configuração ampla do largo e as conversas estendem-se pelos bancos, enquanto as crianças se divertem no pequeno espaço infantil. Os desenhos dão graciosidade ao piso em granito e a fonte granítica exibe os seus jogos diferentes de água. Ao fundo, o velho casarão assiste indiferente ao passar do tempo. As árvores denotam o peso do Inverno e no velho Cantinho corta-se a direito na apreciação dos casos que compõem a vida. |
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