DR. HENRIQUE BARROS LIMA
”Nasceu há 120 anos, em Esposende e apesar de ter falecido com apenas 35 anos, deixou marcas o obra na nossa terra que o reconheceu no nome da Avenida que leva à Alameda do Bom Jesus e à entrada da Vila a junto à EN 13, que ele próprio desenhou e foi o principal patrocinador para a sua construção, e se complementa até á entrada da Vila pela EN 13. E porque as Festas do SB Jesus estão aí à porta é bem justo que nos lembremos deste grande benemérito”.
”Nasceu há 120 anos, em Esposende e apesar de ter falecido com apenas 35 anos, deixou marcas o obra na nossa terra que o reconheceu no nome da rua que leva à Alameda do Bom Jesus, que ele próprio desenhou e foi o principal patrocinador para a sua construção, e se complementa até à entrada da Vila pela EN 13. E porque as Festas do SB Jesus estão aí à porta é bem justo que nos lembremos deste grande benemérito”.
Filho de ilustre família esposendense e estudante em Coimbra
Henrique Barros Lima, nasceu em Esposende a 21 de Setembro de 1889, filho de uma das mais ilustres e numerosas famílias, com antepassados fangueiros. Aos 20 anos, ou seja há precisamente um século, entrou para a universidade de Coimbra, matriculando-se em Filosofia e Medicina. Aí para além da sua formação académica, tornou-se um líder assumido, pela sua forte personalidade, tendo sido eleito presidente da Associação Académica, que conseguiu revitalizar com várias medidas importantes. Fez grandes reformas no próprio edifício da Associação, dotando-o de melhor conforto e higiene, incrementou a actividade física e o desporto, avançando com obras no campo de futebol e reorganizando o Orfeão. Foi um acérrimo defensor da construção do porto de mar nos Cavalos de Fão, apoiando a luta do Padre Chaves.
Médico e Combatente na I Guerra Mundial
Concluído o curso de medicina em 1915, abre consultório em Esposende, mas em 1917 é mobilizado para a Grande Guerra, tal como seus três irmãos e ainda dois cunhados, um caso único nas famílias portuguesas. Participou também nas campanhas de África, tendo recebido dois louvores e foi condecorado com uma Medalha de Prata, pelos serviços prestados, principalmente pela forma como organizou e dirigiu os hospitais militares. Regressado da guerra concorreu ao Hospital de Fão, como médico do partido, onde se manteve até à sua morte em 1924.
Apaixonado por Fão e seu grande benemérito e benfeitor
Se no Hospital de Fão foi um médico que deixou marcas pela sua grande dedicação, como Juiz da Irmandade do Senhor Bom Jesus, teve um papel fundamental na modernização da Alameda, que segundo o jornal “O Novo Fangueiro” de Agosto de 1989, foi rasgada e desenhada por si, tendo as obras sido praticamente custeada por ele e alguns amigos. Foi ainda um grande benfeitor dos pobres e necessitados, praticando a caridade no maior anonimato e discrição. Conta-se que no dia do seu funeral,
realizado em 6 de Outubro de 1924, o povo de Fão e Esposende parece terem esquecido as grandes rivalidades de então, chorando lado a lado a perda deste grande homem, que não resistiu à doença pulmonar que levou tantos jovens
naquela época. Até no seu testamento, provou o grande amor que tinha às suas duas terras, a de nascimento (Esposende) e a de adopção (Fão), legando grandes quantias de dinheiro para melhorias nos Hospitais das duas localidades, Conferência de S.Vicente de Paula de Fão e sua fundação em Esposende e ainda para a continuação das obras na Alameda do Bom Jesus.
A Avenida Dr. Henrique Barros Lima, tem um grande movimento nos dias da Romaria e Festa da Cerveja e Marisco e maior o significado, pela ligação à Alameda e ao nome que ostenta, daquele que foi o grande obreiro desta que é considerada a “Sala de Visitas de Fão”. Que os fangueiros do presente saibam reconhecer e lembrar este benemérito e os do futuro não esqueçam, pois não seria a primeira vez que um nome de alguém era retirado ou substituído por outro mais recente, por vezes com feitos de menor relevância. Nas suas confrontações a sul destacam-se duas construções carismáticas de Fão, o Chalé e o Fontenário.
Foto inferior do Blog "Conversa de Café", cheias em Fão (ruas Dr. Henrique Barros Lima e Azevedo Coutinho)