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Evocações do passado: Há 110 anos falecia António Veiga da Silva

Nascido em Fão a 25 de Maio de 1854, António Veiga da Silva, que foi um dos mais ilustres e benfeitores da nossa terra, faleceu no dia 7 de Fevereiro de 1915, com 61 anos de idade.

Há precisamente 30 anos atrás José Maria Machado do Vale, lançava uma pequena publicação, editada pela Cooperativa Cultural Fão, dedicada a António Veiga da Silva. Essa publicação, que pensamos seria uma primeira edição de um ciclo denominado "Fão Invicto", tinha o título de "Um Vulto de Fão" - António Veiga da Silva, tendo usado entre outros os testemunhos de algumas notícias do "O Povo Espozendense" e algumas actas e ofícios da Junta da Paróquia de Fão e da Santa Casa da Misericórdia, através de um resumo feito pelo saudoso Carlos Mariz.

Nem nesta publicação, a que referimos, nem no Perfil do "O Novo Fangueiro", do Dr. Armando Saraiva, são dados muitos pormenores desta grande figura da sociedade fangueira, destacando essencialmente, a sua importância como grande benemérito.

António Veiga da Silva, que emigrou muito jovem para o Brasil, tal como muitos fangueiros, na primeira metade do século passado e como empresário comercial conseguiu enriquecer e regressou a Fão bem endinharado e teve grande destaque na sociedade fangueira. Esteve envolvido na fundação do Clube Fãozense e entre outros benefícios se destacam a sua determinação na construção da "Estrada do mar" que ligava o centro de Fão à praia, para o qual foi o grande mecenas na aquisição de vários terrenos, numa obra que foi concluída em Agosto de 1897.
Por esse motivo e muito justamente essa "Estrada do mar", foi denominada mais tarde de Avenida António Veiga.

O seu nome está também cinzelado no Fontenário da Alameda do Bom Jesus, com a data de 1894, ano em que terá sido concluído o encanamento da água para o centro de Fão, vinda da nascente Arroteia, que havia sido doada por outra ilustre e benfeitora fangueira D. Ana Jariné Leite Mariz, uma obra custeada em grande parte por António Veiga da Silva. A ele também se deve em grande parte da implatação dos primeiro candeeiros a querosene, para luz pública em Fão, para o qual contou com a colaboração de Isolino Dias dos Santos Borda e outros amigos e fangueiros no Brasil.
O Hospital da Santa Casa da Misericórdia de Fão e a Irmandade do Bom Jesus de Fão, foram outros dos contemplados das benfeitorias de António Veiga da Silva, um nome que deverá para sempre perdurar na rica história da Vila de Fão.