Exposição no Rio assinala seis décadas como escultor de Ascânio Monteiro
Mostra apresenta cerca de 100 trabalhos no autor fangueiro
Jornal "O Globo" dedicou grande relevo ao evento e à carreira de Ascânio MMM
No passado dia 13 de Dezembro, o maior e mais prestigiado jornal do Brasil, dedicou nas páginas do seu caderno cultural, uma larga crónica alusiva à exposição "Geometria Inquieta", que foi inaugurada no dia seguinte, na Casa Roberto Marinho e que assinala os 60 anos da carreira do prestigiado e afamado escultor fangueiro Ascânio Maria Martins Monteiro.
Esta reportagem de página e meia no caderno de "O Globo", com texto de Nelson Gobbi e fotografias de Ana Branco, para além da grande exposição, de obras que representam as várias fases da vida do autor e diversos estilos e materiais, também fala da sua obra, vida e declarações do artista que partiu de Fão ainda nos anos 50.
Ascânio Monteiro, que desde a inauguração da Casa Roberto Marinho em 2007, já tinha aí exposto a sua escultura "Flexos 6", juntou cerca de mais uma centena de obras suas, no interior e exterior desta casa de cultura da zona sul do Rio de Janeiro.
Entre elas, está o "Prisma 13" (foto por baixo), de uma série de obras com segmentos semelhantes, que foi criada este mesmo ano de 2024, especialmente para esta exposição.

Nesta mostra é feita uma passagem pela longa carreira de Ascânio, um escultor conhecido em todo o mundo, com inúmeras obras públicas, dezenas e dezenas de exposições, que tem na sua terra dois grandes exemplos da sua generosidade, bairrismo e arte, como são a "Piramidal", no Largo do Cortinhal e "A Noiva", na Alameda do Senhor Bom Jesus de Fão.
Desde os seus primeiros trabalhos, na década de sessenta, o Ascânio MMM, que cursou na Escola Nacional de Belas Artes e se formou na Faculdade de Arquitectura e Urbanismo do Rio de Janeiro, tem alguns exemplos neste espaço, como as "Composições".
Obras de madeira dos primeiros anos como escultor do Ascanio MMM
Na peça, Ascânio refere que as suas criações são a consequência de estar sempre no seu ateliê, onde está diariamente e quando isso não acontece, sente-se inquieto.
Com obras de grande dimensão, algumas a ocuparem todo o espaço de uma sala da casa Roberto Marinho, esta exposição conta ainda com uma Sala Interactiva, em que o público pode aproximar-se das suas obras e até alterá-las. Numa das paredes pode ver-se um vídeo em que os seus 3 netos interagem com as suas esculturas.
"Fintangular longo", de 1984, uma escultura monumental que ocupa uma sala inteira
Aos 83 anos, o Ascânio Monteiro, continua jovem na sua criatividade, na sua dinâmica e motivação, que fazem dele um artista sempre actualizado e procurado, com um prestígio muito para além do grande oceano que o separa da sua terra natal – Fão – do qual se sente um orgulhoso nativo e Fão e os fangueiros muito orgulhosos por este seu tão ilustre e categorizado filho e conterrâneo.