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Destaque: Fangueiro Jorge Silva regressou de expedição marítima internacional
28 investigadores foram em Expedição Científica ao Monte Submarino Gorringe

Fundação Oceano Azul convidou Jorge Silva como representante da Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves

Jorge Araújo Silva, o conhecido ambientalista e ornitólogo fangueiro, foi convidado para participar numa expedição marítima científica, que reuniu investigadores de universidades de vários continentes, ao Monte Submarino de Gorringe.


O fangueiro Jorge Silva, participou numa expedição de três semanas, promovida pela Fundação Oceano Azul e pelo Ministério do Ambiente e Energia, que contou com a colaboração de várias universidades e instituições nacionais e internacionais, que teve como objectivo recolher novos dados e imagens da maior montanha submarina portuguesa, conhecida como Monte Gorringe.


Esta "Montanha Submersa", como foi chamada a grande reportagem feita no Jornal da Noite da SIC, deste sábado, situa-se a cerca de 200km a Sudoeste de Sagres e o banco de Gorringe, tem profundidades entre os 25 e os 5.000 metros, tendo uma extensão de cerca de 220 quilómetros e 80 de largura, estando já registadas mais de 800 espécies.


Estes cientistas durante as três últimas semanas de Setembro, foram explorar os habitats marinhos menos estudados de forma a reunirem apontamentos importantes e cruciais para a protecção daquele local, considerado um autêntico oásis e refúgio de biodiversidade marinha.


Os exploradores, partiram de Lisboa no dia 7 de Setembro, do Cais Adamastor, no Parque das Nações em Lisboa, para aquele local, numa expedição composta pelo navio Santa Maria Manuela (um antigo bacalhoeiro) e dois veleiros, onde podem ser encontradas autênticas florestas de algas, jardins de corais, campos de esponja e uma enorme variedade de peixes, tubarões, baleias, golfinhos, tartarugas e fora de água uma grande quantidade e variedade de aves marinhas.


Jorge Silva, que já conta com várias expedições marítimas no Atlântico Norte, principalmente na última década, disse-nos, que o seu trabalho consistiu em identificar e registar a ocorrência, o comportamento e outros indicadores da macrofauna de superfície (Aves Marinhas, Cetáceos, Tartarugas, Peixes,entre outros), tendo a expedição descoberto várias espécies de baleias, golfinhos, tubarões e sobretudo aves.

"Foram 3 semanas (entre 7 e 28 de setembro) muito exigentes mas também muito intensas de grandes descobertas para a ciência."