Cultura: Poesia encerrou XX Encontro da Cooperativa Cultural de Fão
Fão foi o principal tema declamado nesta sessão de ontem à noite
Terminou ontem, 30 de Agosto, a 20ª edição do Encontro de Fado e Poesia da Cooperativa Cultural de Fão, com uma sessão exclusivamente dedicada à Poesia, que foi enriquecida com algumas canções tocadas e cantadas pelo também autor e declamador Álvaro Maio, que orientou um belo serão cultural.
As faltas de última hora, por impedimentos inesperados de alguns dos autores e "diseurs" como Jorge Braga e a Profª. Teresa Finisterra, abriu oportunidade a outros dos presentes de apresentarem algumas poesias.
O Dr. Óscar Viana deu início à sessão, agradecendo aos presentes e convidados, mas também lamentando mais uma vez o afastamento da comunidade a estas iniciativas culturais e também à falta de apoio, principalmente humano, pela dificuldade que tem havido em aparecerem novos cooperantes.
Álvaro Maio, tomou as rédeas de uma sessão que começou com algumas canções por si interpretadas com a ajuda da sua guitarra, uma companhia de muitos eventos e espectáculos em que este poveiro vai participando por todo o país.
Mas o Álvaro, que também é autor de muitas poesias e já editou algumas publicações, declamou algumas delas como poucos o conseguem fazer, já que possui uma voz impressionante, ele que destacou o importante papel cultural da Cooperativa, que elevam ainda mais o nome de Fão, já de si badalado, inclusivamente por poetas e artistas de várias direcções.
O Prof. Francisco Carneiro, regressou mais uma vez a Fão, ele que na nossa juventude conviveu com a malta do MPCC e é um apaixonado pela nossa terra, para, no seu estilo tão próprio e expressivo declamar poesias, algumas da sua autoria, que levaram a mundo de um saudoso passado, onde os simples artigos de uma mercearia, armazém ou retrosaria, assim como as pessoas mais singelas, eram valorizadas.
Isilda Nunes, esposa do Álvaro Maio, uma senhora com muitas envolvência no campo cultural e confessou ter algumas raízes familiares em Fão, que também é focado no seu romance "A Muda", com aquele ar tranquilo e doce, trouxe-nos também algumas belas poesias.

Óscar Viana, quis homenagear Fernando Almeida, um ilustre portuense, que foi membro e dirigente activo da Cooperativa Cultural, até que a saúde de uma avançada idade o impediu, lendo duas poesias que lhe havia enviado, poucos meses antes da sua morte aos 96 anos de idade.
"Repescado" para o evento, tive também de participar neste evento, com algumas das minhas poesias, em que FÃO é tema comum, não deixando também de deixar um espaço para um dos muitas Poesias Populares deixadas pelo meu pai Mário Belo.
E, porque Óscar Viana já havia lançado o desafio, ainda houve oportunidade de ouvirmos declamações por parte do público, como foi o caso da D. Maria José e a Profª. Inês, que leu um tema dedicado a Fão da autoria de Querobim Evangelista, extraído de um velho livro editado por este autor fangueiro nos anos 50 do século passado e que foi "descoberto" pelo Presidente da Cooperativa num alfarrabista.