CF Fão não se fez esperar e já respondeu ao comunicado do SC Braga
Fangueiros acusam bracacenses de tentar comprar Complexo muito abaixo do valor estipulado
Afirmam que falta de licença não impediu Braga de fazer jogos oficiais na Liga 3
Depois do contundente comunicado emitido pelo SC Braga, em que este anunciava a saída do Centro Desportivo, abandono do projecto em Fão e imputando responsabilidades e anunciando exigências compensatórias via judicial ao CF Fão, este veio já responder "à letra", com um comunicado emitido há instantes.
Nesse comunicado o Clube de Futebol de Fão, vem esclarecer que não houve qualquer incumprimentio do CF Fão em relação ao contrato-promessa de compra e venda, celebrado com a Câmara Municipal de Esposende e o SC Braga.
Adianta ainda, que a falta de licença já nessa altura (2018), com conhecimento do SC Braga, este não se coibiu de fazer todos os jogos oficiais da Liga 3 e até alugar o espaço a outros clubes.
Sublinha ainda o comunicado, que o clube de Braga, terá tentado comprar o Centro Desportivo por 1 milhão de euros, um valor muito inferior ao estipulado contratualmente.
Eis então o comunicado, do CF Fão, emitido esta terça-feira, dia 16 de Julho de 2024:
"O CF Fão confrontado com o comunicado do SC BRAGA, relativo ao Complexo Desportivo de Fão e ao contrato-promessa de compra e venda celebrado com o MUNICIPIO DE ESPOSENDE e com o SC BRAGA, vem comunicar que, diferentemente do declarado em tal comunicado, não incorreu em qualquer incumprimento de tal contrato-promessa.
Na data em que tal contrato-promessa de compra e venda foi celebrado, não existia a licença de utilização relativa ao Centro Desportivo de Fão, porém, tal acto era e foi do conhecimento do SC BRAGA e não foi impeditivo do SC BRAGA celebrar esse contrato.
Apesar da inexistência de tal licença, o SC BRAGA não deixou de fazer uso e utilização intensiva de tal Centro Desportivo, nele tendo realizado, inclusivamente, todos os jogos oficiais da Liga 3, na qualidade de visitado, nem impediu o SC BRAGA de alugar o espaço a outros clubes e de retirar disso dividendos.
A falta dessa licença também não foi impeditivo do SC BRAGA ter apresentado proposta na execução judicial para tentar comprar o CENTRO DESPORTIVO DO CF FÃO por apenas 1.000.000,00€, ou seja, por um preço muito inferior àquele que contratualmente se tinha obrigado.
O CF FÃO foi o lesado e não o incumpridor.
Se aqueles que contratualmentese se obrigaram, tivessem cumprido as suas obrigações contratuais, o património do CF FÃO não tinha sido objecto de qualquer execução judicial e de ter colocado à venda em leilões electrónicos e na modalidade da venda por negociação particular (agente de execução).
O tempo e a justiça encarregar-se-ão de trazer a verdade.
Fão, 16 de Julho de 2024"