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Política: Assembleia de Freguesia muito longa e pouco proveitosa
Sessão de 3 horas e meia muito conflituosa

Na Assembleia Ordinária da União de Freguesias de Apúlia e Fão, que teve lugar na passada quarta-feira, 26 de Junho em Apúlia, o principal ponto de interesse, seria a questão da situação do processo de Desagregação Administrativa das duas Vilas, o que, acabou por não ser esclarecido neste longo e incaraterístico plenário.

Como vem sendo habitual em vários momentos, os membros da LIPAF, como por exemplo, fizeram nas últimas eleições em que exibiram uma t-shirt negra com o nº de dias de encerramento do Centro de Saúde, neste caso exibiram o “574”.

Depois de aprovada por maioria acta anterior seguiram-se as intervenções com os elementos do PSD Virgílio Gomes a propor vários louvores para atletas, equipas e instituições da União (CF Fão, EB Apúlia, GD Apúlia, Grupo dos Sargaceiros de Apúlia, António João Rodrigues, Joaquim Cruz e Joninhas Vilar) e Liliana Ferreira, que enalteceu várias iniciativas da Câmara Municipal e da Junta e pedindo alguns esclarecimentos, como as facturas do Chafariz do Cortinhal e um protocolo assinado com a CME.
Ânia Peixoto, em representação do PS, entre outras leu uma recomendação sobre a rápida conclusão da Desagregação de Freguesias, mostrando a preocupação e pedindo esclarecimentos dessa conclusão do processo antes do próximo acto eleitoral para as Autárquicas.

Júlio Monteiro da LIPAF, também propôs mais alguns votos de louvor, para o GD Apúlia, atirador Miguel Carvalho e Casa do Povo de Apúlia. Fez alusão aos 574 dias de encerramento da USF e preocupação sobre quando reabrirá, tecendo algumas críticas e preocupação de espaços e serviços em Apúlia, nomeadamente do Museu, que estará segundo disse, quase sempre fechado.
Ilídia Vale, também da LIPAF fez alusão ao artigo do JN sobre o facto de apenas Belinho e Mar estarem com o processo de desagregação bem apresentado, questionando se a equipa que o preparou não foi a mesma de Apúlia e Fão, porque não estão na mesma situação.
Manuel Melo, ainda do LIPAF questionou sobre a colocação de passadiços na zona da praia e moinhos e o preço, que considerou avultado das caixas multibanco em Apúlia.

As respostas do Presidente de Junta Valdemar Faria, tiveram várias interrupções e comentários de parte a parte por vezes pouco abonatórios da boa urbanidade, mas concordou com algumas preocupações das questões postas e deu alguns esclarecimentos interessantes, como o arranjo urbanístico na zona da praia em Apúlia ou a iluminação na marginal de Fão (que irá do Clube Náutico ao Caldeirão), mas outras não foram tão esclarecedoras e algumas não tiveram resposta, pelo menos para o público presente, diga-se num total de 12 cidadãos.

Foi bem longo e com muito “fogo disperso”, que se tratou do Ponto 2, que propunha a desvinculação da UFAF como sócio da ANAFRE.
Valdemar Faria, esclareceu que este pedido de desvinculação tinha a ver com a dívida já vinda do anterior executivo à ANAFRE por falta de pagamento das quotas e que no presente já ultrapassaria os 2.000 euros.
Ânia Peixoto esclareceu que o anterior Presidente da Junta terá tido a posição de pedir a desvinculação da ANAFRE em finais de 2020, para uma tomada de posição por alguma letargia deste órgão na luta pela desagregação, mas que nunca foi aceite, até porque na altura não foi levada a Assembleia, questionando ainda sobre a não valorização da acção da ANAFRE em benefício das autarquias.
Depois de várias trocas de “galhardetes” em que também interveio Manuel Melo, sobre esta questão, a proposta acabou por ser rejeitada com os 7 votos contra da oposição e os 6 a favor do PSD.
No Ponto 3, da intervenção do público, apenas usaram da palavra os apulienses Carlos Abreu e sua esposa Irene, que lamentaram a condução pouco aconselhável da sessão e Luís Peixoto que criticou a falta de esclarecimentos dadas na sessão que debateu o Orçamento, com resposta de Otílio Hipólito como Tesoureiro do Executivo.

Se por um lado, se lamenta, que face a algumas questões importantes para as comunidades de Fão e Apúlia, haver tão poucos cidadãos presentes, por outro lado, esta sessão não abona muito a favor dos nossos políticos e representantes das populações das duas Vilas, a quem se pede outra atitude, pelo menos mais coerente, objectiva, mais tranquila e com maior união, pois antes das cores políticas ou reminiscências pessoais, devem estar acima de tudo os superiores interesses das terras e das populações e estamos certos que ali estão sentadas pessoas muito bairristas, honestas e honradas, faltando apenas melhor entendimento e respeito mútuo.