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FÃO: 48 anos de Vila, séculos de história e uma paixão que não se explica!...

Neste dia 8 de Janeiro, Fão assinala um pequeno grande marco conseguido em termos de reconhecimento administrativo, mas que durante muitos séculos, já era pouco para reconhecer o seu real valor e prestígio conseguido não só pelos seus dotes naturais, mas pelos grandes e ilustres fangueiros que ao longo da sua História elevaram e honraram e honram, este cantinho d´encanto à beira-mar e à beira-rio plantado.

Por todos esses homens e mulheres, que colocaram e colocam Fão no mapa mundial em letras douradas, os nobres e os mais pobres, os dotados e os humildes, os nascidos, criados ou adoptados, mas que por uma paixão comum por esta terra, a honraram com distinção, dedicamos esta singela poesia escrita em 2007.

Mas, neste "Dia de Fão", gostava de homenagear especialmente aqueles bairristas genuínos, que mais ou menos discretamente, mais ou menos envolvidos nas forças vivas da terra, o fizeram sem interesses de qualquer espécie, sem "apegos" ou "compromissos", apenas porque amam Fão, com liberdade de pensamento e expressão, mesmo que por vezes, sejam "rotulados" injustamente, mal amados e até ultrajados.

MEU FÃO


Em Fão,
Por cada dia que passo
Por cada passo que dou
Mais fangueiro me faço
Mais feliz me sinto e sou
Um bairrista sem cansaço!

Por Fão,
Não me cansa cada passo
Não me cansa o que faça
Só me entristece a ameaça
Do rio e do pinhal tão devasso,
Tristeza que o peito trespassa...

Para Fão,
Louvo os passos qu´alguns dão
Louvo todos os bairristas
O que fazem e fizeram de bom
Nas obras, na política, em qualquer associação.
No teatro, nas marchas ou revistas,
No desporto, cultura ou educação.

De Fão,
Homens como no passado,
Que elevaram esta terra
A deixaram no mapa pintado
Com letras de azul e dourado
E que a história não encerra.

A Fão,
Deixaram grande legado,
Através das gerações
Homens fortes, valentões
Neste chão abençoado,
Em obras, fados, canções.

E Fão,
Através dos que cá estão
Hoje, amanhã e sempre...
Temos a obrigação
Homenagear essa gente
Pois esta terra de encanto
É, e tem de ser diferente.

Pois Fão!
Não és uma terra qualquer,
Não és só terra e só mar.
És uma dádiva da natureza
De uma ímpar beleza
Onde um povo faz valer
A sua nobre identidade.
Dá orgulho e dá prazer!
Ser teu em qualquer idade.

Zé Belo 2007