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Assembleia do CF Fão evidenciou desinteresse dos sócios e impasse "sine die"

Um dia antes do seu 66º aniversário, CF Fão com poucos motivos para festejar
Contra as expectivas, principalmente depois da grande afluência da última Assembleia de sócios, esta sessão extraordinária do CF Fão, que ontem, dia 22 de Dezembro, aconteceu, contou com apenas 6 sócios, sendo que 3 deles estavam na Mesa do plenário.

A Comissão Administrativa, composta por apenas 3 elementos, liderados por Paulo Campos e o Presidente da Assembleia Geral, Engº Sá Machado, convocaram esta sessão, para dar a conhecer aos sócios a sequência das negociações para tentar arranjar um parceiro investidor, que assumisse as dívidas do clube, que ultrapassa o milhão e meio de euros, reactivasse a actividade desportiva e tomasse acções em relação á manutenção e redimensionasse infraestrutras e equipamentos.

Paulo Campos reafirmou o contínuo desinteresse do SC Braga e a má relação institucional, isto também, sabendo-se que o responsável pelo CF Fão está completamente de costas voltadas com o clube de António Salvador, tendo mostrado na anterior Assembleia e conseguiu convencer disso a maioria dos sócios que nunca haveria condições para a conclusão do protocolo tripartido.

Entretanto, a Câmara Municipal enviou uma carta ao CF Fão para que fosse assinado com brevidade o documento do licenciamento em finais de Julho por Paulo Campos. Este terá respondido no início de Setembro para pedir uma reunião, não tendo resposta senão a 23 de Outubro, em que o Município se terá escusado a mais negociações e que o Clube deveria aceitar e avançar para o protcolo assumido com o SC Braga e a Autarquia.

Entretanto, Sá Machado apresentou as garantias dadas por um fundo investidor que garantirias todas as condições necessárias para a resolução deste caso, mas que logicamente precisaria do aval do Município. Também Paulo Campos informou que haveria mais interessados no negócio, mas a negação de reuniões do Município vão inviabilizando o avanço dos processos.
Deste modo, na Assembleia ficou decidido que o clube iria divulgar a carta do Município nos próximos dias, pondo em consideração a abertura para um ainda possível entendimento, desde que sejam recebidos.

O certo é que a situação do CF Fão parece mergulhada num impasse "sine die", pois se por um lado Paulo Campos se incompatibilizou e extremou posições com o SC Braga e Município, por outro lado, também do outro lado será muito difícil chegar a entendimento com o actual responsável do clube.

E, como o desinteresse é generalizado, inclusivé pela pequena massa sobrevivente de sócios, não se espera qualquer solução para breve à vista, mesmo que alguém tente comprar o património no leilão, o que também será difícil, pois sem o licenciamento assinado, será sempre um risco, mesmo sabendo que o valor poderá ser 5 ou 6 vezes menos que o real valor dos terrenos e património.

Ou as partes se entendem, cedendo um pouco nas suas posições extremadas ou só mesmo com uma miraculosa aparição de algum grupo de sócios para assumir esse papel de nova liderança no clube e renegociações.
A ver vamos...e Feliz Natal!!!