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Deixou o nosso convívio...

Curiosamente, no Dia do Pai, o Senhor Rui Nabeiro, este homem simples, de sorriso aberto e que foi um verdadeiro "Pai", da sua terra, da sua região e dos seus colaboradores partiu para os céus.

Falamos porquê neste triste acontecimento, por quem muito justamente, toda imprensa deu e está a dar enorme relevo, ao desaparecimento, de quem ainda em vida já havia sido homenageado com várias comendas e distinções?

Rui Nabeiro, que faleceu com a mesma idade de meu pai e nasceu, embora 10 anos depois, no dia seguinte, foi e será por mim, como por muitos milhares, um grande ídolo e exemplo, por muitas vertentes da sua vida.
Gostava focar estas: A sua humildade, generosidade, respeito por toda a gente, nomeadamente os mais humildes, como empresário e patrão e enorme bairrista.

Por uma dessas razões tive a honra e enorme prazer de o conhecer, quando há mais de trinta anos, recebeu um grupo de jovens alunos de bar e seus formadores da Associação Barmen de Portugal, dirigindo-se a todos nós, para falar da sua empresa, da sua terra, com a paixão de um verdadeiro barrista, mas também com palavras de incentivo para cada um de nós.

Se ensinou todo um país como se cresce e enriquece, sem menosprezar os seus colaboradores, nunca os tratando por empregados, mas sim amigo e um "pai", deu também uma licção a muitos empresários, gestores e políticos, como se faz milhões sem desvios, sem fugir às suas responsabilidades com o Estado e sem corrupção.

Mas, o que mais destaco e quero frisar, porque isso já foi dito por muita gente, com maior ou melhor qualidade literária, é o seu bairrismo.
Amou como ninguém a sua terra, investiu nela, enfim colocou-a no mapa e protegeu e alimentou os seus conterrâneos.

Sim, nós no passado, também tivemos alguns grandes benfeitotes, com alguns destes predicados, poucos e de forma parcial, mas alguns deles também a destacarem no mapa nacional e internacional o nome de Fão, mas, quando há pessoas que nem quando lhe perguntam a naturalidade a evocam e até o desdenham...Mais sinto o meu orgulho por homens que gostamos homenager, embora de forma singela. E, porque talvez a circunstância de ter este tempo de divagar e exprimir, como quando estás retido num hospital, se ajudasse a fazê-lo.