Evocações do passado: Teatro em Fão há 100 anos
Em fevereiro de 1921, um grupo de teatro denominado "MARI-QUINA", veio a Fão representar alguns quadros de teatro de revista, numa iniciativa dos entusiastas fangueiros Antonino Borda, Pedro Pereira da Silva e Ernestino Sacramento, que também dirigiu a orquestra deste espectáculo.
Mais uma vez socorremos-nos do arquivo do semário "O Espozendense" de José da Silva Vieira, que em finais de janeiro anuncia este espectáculo, que trouxeram até Fão este grupo e seus actores, que como outros que os entusiastas fangueiros iam ver com alguma frequência aos teatros do Porto, influenciaram sobremaneira umadas mais antigas e descatadas actividades da sociedade fangueira de outros tempo, nomeadamente nesse século XX.
E, não admira que nesse mesmo ano, estes homens metessem mãos à obra e em dezembro apresentavam aquela que pensamos ser a primeira peça, de que temos registo, realizada, ensaiada e representada por fangueiros, acompanhados por músicos fangueiros e do qual tentaremos lembrar nos finais do ano.
Porque falamos do passado, por esta altura, mas em 1924, o mesmo "O Espozendense", que tinha como seu Editor Giesteira Lima, referia-se à já tão apreciada Lampreia, no nº 823 do jornal que se fundou em 1887 por João da Silva Vieira, que saiu no dia 14 de fevereiro dizendo: "Este saboroso peixe que habita nas claras aguas do nosso Cávado, tem atingido o custo fabuloso de 20$00 (escudos) cada peixe. Só os novos ricos o podem saborear".
Mudam-se os tempos, mantém-se as vontades e as limitações...