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Bombeiros: Naufrágio de um barco da noite anterior com falso alarme esta manhã

Grande mobilização de meios acorreram à Praia de Fão
Um falso alarme, de alguém que esta manhã terá alertado os Bombeiros de Fão para uma embarcação encalhada nos Cavalos de Fão, que já havia sido socorrida de madrugada pelo salva-vidas de Esposende e com a possibilidade de ter ainda alguém na dentro, mobilizou para a Praia de Ofir duas ambulâncias, o INEM e a Polícia Marítima.

Grande mobilização de meios acorreram à Praia de Fão
Um falso alarme, de alguém que esta manhã terá alertado os Bombeiros de Fão para uma embarcação encalhada nos Cavalos de Fão, que já havia sido socorrida de madrugada pelo salva-vidas de Esposende e com a possibilidade de ter ainda alguém na dentro, mobilizou para a Praia de Ofir duas ambulâncias, o INEM e a Polícia Marítima.

O certo é, que o veleiro que vinha da vizinha Galiza, encalhou de madrugado nos "Cavalos de Fão" e os seus dois tripulantes estrangeiros, acabaram por ser socorridos pelo salva-vidas, sob orientação da Capitania de Viana do Castelo e pelos Bombeiros de Esposende e por uma viatura do INEM.

Ora, talvez por desconhecerem estes acontecimentos, e porque o barco ainda não tinha sido retirado, alguém que se tenha apercebido esta manhã, terá alertado os Bombeiros de Fão, pondo-se a hipótese se ainda se encontrar alguém dentro do barco, o que felizmente, não se veio a verificar.

Este acontecimento fez-me recuar cerca de meio século, quando no verão de 1971 ou 72, ainda antes das 7 da manhã e quando me dirigia para o antigo Hotel do Pinhal, onde trabalhava como mandarete, ao sair da porta vi o velho sr. Bento de Gandra, saltar da sua bicicleta para alertar os Bombeiros de Fão, para um carro que estava no fundo do rio do lado de Gandra, junto à margem a montante da ponte.
Eu que seguia ia para o hotel de bicicleta ainda passei pelo local e lembro-me de ver o carro bem no fundo de um rio, cujas águas eram bem mais límpidas.
A presença dos nossos Voluntários foi rápida e até mergulharam para verificar, que na viatura não havia ninguém.
O mistério foi desvendado pouco depois, quando surgiram os seus ocupantes, que conseguiram sair da viatura durante a noite e pernoitaram em casa de meus padrinhos a Aninhas e o Francisco Nóvoa, que cedeu as suas roupas bem avantajadas às vítimas bem mais magros. Uma história que também acabou bem e até deu alguns motivos de humor, mas que tanto me atemorizou a mim e ao bom Bento.