Motociclismo: Há 1 ano Paulo Gonçalves iniciava o seu último Dakar
Há precisamente 1 ano, 5 de janeiro de 2020, arrancava a 42ª edição do Rali Dakar, onde participava o piloto de Gemeses Paulo Gonçalves, que seria o 12º e o melhor do contingente português das Motos, no maior rali do mundo, que pela primeira vez se disputava na Ásia, mais concretamente na Arábia Saudita.
"Speedy", que também se estreava na equipa da "Hero", devido a uma avaria da sua máquina, perdeu na 3ª etapa perto de 7h00, à espera de assistência e logo foi apontado como eventual desistente, mas o mundo já sabia que este "monstro" das motos não era de desistir facilmente. Assim, logo na etapa seguinte recuperava cerca de 50 posições ao chegar em 4º e subia ao lugar 79, numa prova que contava com um número record de 150 pilotos. Nas duas etapas seguintes recuperou mais 20 e 6 lugares respectivamente chegando ao 55º lugar e já toda a gente acreditava que o Paulo ia voltar a deixar a sua incomparável marca no Dakar.
Mas, esta 13ª presença no Dakar, parecia estar marcada por trágico destino e o nosso herói tombou para sempre, na fatídica 7ª etapa, quando voava pelas areias, nesse fatídico dias 12 de janeiro.
Um ano depois, o Dakar que se repete na Arábia Saudita, não tem, para muitos de nós, o mesmo interesse, já não faz palpitar a nossa emoção dia a dia, hora a hora, que aquecia os nossos corações no frio mês de janeiro.
Fica a saudade eterna e a mágoa de todos perdermos um pouco de nós, que nos revíamos nos grandes valores desportistas e humanos, desse grande desportista e Homem que era o Paulo Gonçalves.
Do Dakar, resta-nos acompanhar o seu cunhado Joaquim Rodrigues, que representando a mesma "Hero", foi também ele, que evoca o Paulo do seu capacete, o melhor português na 1ª etapa do rali, que teve a primeira saída igualmente em Jeddah e foi tal como em 2020, ganha pelo australiano Toby Price.