Evocações do passado: Há 25 anos Bombeiros adoptam Fanfarra dos Escuteiros
MPCC fez nascer há 43 anos o Jornal "Fanum" e tenta reacender o bairrismo
Em mais uma dissertação pelos nossos arquivos, voltamos a folhear as páginas do "O Novo Fangueiro", neste caso, de há precisamente 25 anos, onde destacamos 3 notícias, 2 delas pouco agradáveis para Fão, enquanto que, também evocamos o nascimento do jornal policopiado "Fanum", que o MPCC (antiga associação de jovens fangueiros), lançou o seu primeiro número mensal em janeiro de 1978 e algum do seu conteúdo.
MPCC fez nascer há 43 anos o Jornal "Fanum" e tenta reacender o bairrismo
Em mais uma dissertação pelos nossos arquivos, voltamos a folhear as páginas do "O Novo Fangueiro", neste caso, de há precisamente 25 anos, onde destacamos 3 notícias, e delas pouco agradáveis para Fão, enquanto que, também evocamos o nascimento do jornal policopiado "Fanum", que o MPCC (antiga associação de jovens fangueiros), lançou o seu primeiro número mensal em janeiro de 1978 e algum do seu conteúdo.
Então nesse nº 140 de "O Novo Fangueiro", do Dr. Armando Saraiva, sublinha-se "num gesto de todo o louvor", o facto de os Bombeiros Voluntários de Fão adoptarem a Fanfarra, que era dos Escuteiros e cujos pertences estavam a cargo do sr. Prior, que os entregou à Corporação, isto 5 anos depois de ter terminado o grupo de escutas em Fão.
Por outro lado, esta publicação mensal referia dois acontecimentos, bem menos agradáveis, como foi o encerramento da fábrica têxtil dos Irmãos Carlos, que deixou mais 40 desempregados, isto depois das fábricas Normad (madeiras), Brochado e Julieta Dias (têxteis), terem se deslocado para outras localidades.
Também nos primeiros dias deste ano de 1996, a Ourivesaria situada na Rua Artur Sobral, era assaltada pelas 21h00, tendo os larápios, um deles de espingarda em punho, levado consigo cerca de 12 mil contos em artigos, de uma casa que o Nuno e a Helena Carreira, tinham aberto cerca de um ano antes.
Recuando mais 18 anos, recordamos o nascimento do "Fanum", um jornal inicialmente policopiado a stencil e mais tarde fotocopiado, que durou 1 ano e meio, com 19 edições, fruto do grande dinamismo, bairrismo, grande sentido crítico e liderança do ainda bem jovem Manuel Ferreira Vieira, que era na altura o Presidente do Movimento Pró-Civismo e Cultura, composto por muitas e muitos jovens fangueiros, a maioria deles pertencentes à JOC e reuniam no Salão Paroquial.
Ora o Manuel Vieira, "pai" deste projecto, que quebrava um longo hiato da imprensa escrita em Fão, que se quebrara cerca de 2 décadas antes com o fim do "Fangueiro" e tinha já na altura, como principais objectivos tentar espicaçar a união e o bairrismo fangueiro, alertar e reivindicar junto do poder político, unir e tentar ser "o elo mais forte entre todos os fangueiros, onde quer que eles estejam".
Talvez noutra ocasião, porque achamos muito interessante ver o editorial que o Né escreveu no nº1 do "Fanum", que encaixariam tanto nos dias actuais..., mas vamos nos limitar a algumas notícias de relevo nesse janeiro de 1978.
Em toda a 2ª página, reportam-se as actividades do próprio MPCC, que diga-se no findo ano assumira com um grupo de jovens e já em cima do joelho e fortemente pressionados pelo Prior Manuel José Gonçalves, a organização das Festas do Senhor Bom Jesus de Fão, a menos de 1 mês da sua realização (que aventura nos metemos!...Né, Zé Paulo Carreira, irmãos Carlos e Inácio Palmeira, Zé Cardoso, Alípio Carlos...).
O MPCC, que também já vivera algum interregno de vivacidade e que infelizmente também não duraria tanto quanto esperávamos, realizou um programa para assinalar as comemorações dos 12 anos da Elevação a Vila, com o apoio da Autarquia.
O "Fanum", como o MPCC, Canoagem, Novo Fangueiro Online e várias iniciativas e instituições, com receita ou ingredientes "cozinhados" ou temperados pelo "Chef" Né Vieira, que nos seus temperos usa e abusa do sal e pimenta bairrista.
Estes jovens, já nos finais de dezembro, levaram a efeito a "Festa do Asilado", com uma tarde de alegria e muitas canções do Fão "Revisteiro", que foi muito bem acolhida pela Mesa da Administração da Santa Casa da Misericórdia de Fão, uma iniciativa, que pouco mais de uma década depois passou a ser "encabeçada" pela Cooperativa Cultural.
Para essas comemorações organizaram uma prova de Atletismo, corrida na Vila de Fão, com saída e chegada ao centro, com passagem pelo pinhal e zona de Ofir, que contou com o apoio dos Bombeiros Voluntários, que orientaram a prova com uma viatura e estiveram alerta para qualquer socorro.
Lembramos, os vencedores por escalões, de uma prova que teve numerosa assistência:
Benjamins (6-10): 1º Fernando Vale, 2º Lázaro Penetra, 3º Paulo Pedras
Infantis (11-13): 1º Luís Campos, 2º José Vale, 3º David Oliveira
Juvenis (14-17): 1º José Maduro, 2º Eduardo Marques, 3º Martinho Ferreira
Seniores (18-30): 1º Torcato Moreira, 2º António Cepa, 3º Jorge Abreu
Veteranos (31-99): 1º Armando Silva, 2º Gualdino Gonçalves
Femininos: 1º Maria Afonso, 2º Cecília Cardoso; 3º Maria José Barcelista
Ainda integrando as comemorações, realizou-se um Colóquio sobre a Vila de Fão, realizado na sede do MPCC, com a presença do Presidente da Junta e com a projecção de slides pelo Flávio Ramos, sobre as Festas da Vila de 1976.
Ainda nessa 1ª edição do "Fanum", o Manuel Vieira fez um artigo sobre o benfeitor Manuel Amorim de Campos, a quem se deve a construção da Escola Primária e faleceu em 1900 com apenas 47 anos, homenageando-o, mas também aproveitando para alertar para a necessidade de algumas intervenções para melhorias.
Nota ainda, para a inclusão da letra do "Fão Antigo", conhecido como Hino de Fão, que foi cantado na cerimónia da Elevação a Vila em 1976, um artigo sobre a "Droga e suas causas", actividade desportiva, onde são incluídos os jogos que ajudaram a comemorar os 20 anos do CF Fão, que teve na revista "A Equipa", uma reportagem de toda uma página, a realização do 2º Grande Prémio de Natal do MPCC e o Relatório de Contas das Festas do Bom Jesus de 1977, que apresentou 256.636$20 de receita e 235.241$30 de despesa, deixando um saldo de mais de vinte contos e assinado pelo Tesoureiro José Paulo Gaifém Carreira.