Efeméride: Bombeiros Voluntários de Fão assinalam hoje o 95º aniversário
Foi a 27 de dezembro de 1925, que foi fundada a Benemérita Associação dos Bombeiros Voluntários de Fão, após a realização da sua primeira Assembleia Geral, realizada no Clube Fãozense e onde foi eleita a primeira Direcção e aprovados os estatutos.
Após, uma sequência de grandes incêndios ocorridos, o último dos quais e curiosamente no local onde resido na então Rua da Boavista, mais tarde Conde de Castro e actualmente Professor Pio Rodrigues, onde havia um hotel, um grupo de ilustres fangueiros, encetou esforços para a criação de uma Corporação na nossa terra.
Evocando e também como forma de lembrar e homenagear este valentes do passado, aqui lembramos os primeiros dirigentes desta nobre instituição, que hoje completa 95 anos e, ao contrário de algumas outras, bem se poderiam orgulhar da sua dimensão e importância actual na nossa comunidade.
Prior António Alves Nogueira (Presidente da Assembleia Geral)
Dr. João de Barros (Presidente do Conselho Fiscal)
Dr. José Bernardino Ribeiro (Presidente da Direcção)
Outros membros da Direcção:
Jaime Lopes Pereira, João Victor Carneiro, José Ferreira Carvalho, António Freitas Mendes de Morais e António José da Costa (Comandante da Corporação)
Sob o Comando de António José Regado formou-se o primeiro Corpo Activo formado pelos bombeiros:
- Albino Torres (2º Comandante), Emílio Fernandes, Manuel Gonçalves, Ciro Gonlçaves Figueiredo, António Sá Pereira, Manuel Gomes Penetra, Cândido Alves dos Reis, José Carvalho e Alberto Ferreira Belo (que construiu os primeiros machados e mosquetões em ferro).
Todos estes (dirigentes e bombeiros) foram fundadores da Associação tal como: Manuel Carvalho de Brito, João Dias dos Santos Borda, João Gonçalves Simões, Américo Fernandes Pereira, António Gomes da Silva, Joaquim Pinto de Campos, Manuel Gonçalves Trindade, Ascânio Campos da Silva, Anselmo Moreira, João Cruz e António Devesa.
Claro, que houve uma grande envolvência de muitas mais pessoas e familiares, que se empenharam para que Fão passasse a ter os seus próprios meios para combater incêndios e outras calamidades.
A história desta instituição é um dos maiores exemplos da vitalidade, bairrismo e humanismo que tem caracterizado a nossa terra ao longo dos séculos, sendo um dos grandes orgulhos da nossa comunidade, muito pelo trabalho, empenho e dedicação de muitos homens que por ali tem passado, alguns deles com décadas de serviço prestado. Alguns exemplares bombeiros de que temos vindo falado nas nossas páginas ao longo destes parcos 15 anos e outros como dirigentes ou também como dirigentes e perdoem-me a leviandade de alguns exemplos como o Manuel Pinheiro Borda, que apesar de já com alguma idade e depois de regressado do Brasil, esteve na Direcção durante 20 (17 como Presidente da Direcção)anos de grande crescimento da Corporação, instalações e equipamentos, o Norberto Mota, com 38 anos como dirigente e muitos como Comandante ou o José Artur Marinho, quatro décadas como dirigente, 35 deles como Presidente da Direcção, foram e são importantes pilares do passado, do presente e do futuro da BABV de Fão, honrando e valorizando ainda mais, estes “monstros” do passado.
E eu, que desde menino cheio de fobias e medos, nunca tive coragem de um dia honrar meu avô “Alberto Bebé”, bombeiro fundador, limito-me a tentar evocar e homenagear estas grandes figuras, nunca esquecendo a grande admiração que sempre tive por muitos valentes que via correrem em direcção ao meu vizinho quartel, a qualquer hora da noite, em qualquer época do ano, interrompendo sabe-se lá o que nas suas vidas e deixando o aconchego e conforto do lar, para alguém acudir. O Alaio, Taborda, João Faria, Lino "Cantoneiro", José Augusto, António Viana e o carismático Chefe Miro, eram alguns dos meus heróis em pequenito, que jamais esquecerei numa das imagens mais marcantes da minha infância.