Saúde: Provedora da Misericórdia de Fão em entrevista a jornal de Barcelos
Protocolo com Ministério da Saúde tema central da entrevista do BP
O Jornal Barcelos Popular, na sua edição em papel de ontem, quinta feira, 3 de dezembro, num texto de Pedro Granja, publicou uma entrevista com a Provedora da Santa Casa da Misericórdia de Fão, a Engª Raquel Vale, sobre várias questões relacionadas com o protocolo celebrado, recentemente, com o Ministério da Saúde, e a sua colaboração com os Hospitais de Barcelos e Braga.
Protocolo com Ministério da Saúde tema central da entrevista do BP
O Jornal Barcelos Popular, na sua edição em papel de ontem, quinta feira, 3 de dezembro, num texto de Pedro Granja, publicou uma entrevista com a Provedora da Santa Casa da Misericórdia de Fão, a Engª Raquel Vale, sobre várias questões relacionadas com o protocolo celebrado, recentemente com o Ministério da Saúde, e a sua colaboração com os Hospitais de Barcelos e Braga.
A Provedora do SCM Fão esclarece que o protocolo, em que estão incluídas 11 Santas Casas do Norte com Hospital, pretende que seja assim criada uma rede de suporte, também para a gestão da situação pandémica que vivemos e tantos nos angustia e preocupa. Adianta ainda que, o Hospital de Fão, já havia estabelecido um protocolo com o de Barcelos para a disponibilização de 8 camas, para doentes não Covid, o que já está a acontecer desde o dia 23 de novembro.
Esclareceu ainda, a antiga Vereadora da Saúde Pública e Coesão Social da Câmara Municipal de Esposende, que esta colaboração com o Hospital de Barcelos é agora na disponibilização de 8 camas para internamento de doentes seus não-covid, sendo que no passado mês de agosto já havia ocorrido uma colaboração no âmbito da cedência do seu bloco operatório, também ao Hospital de Barcelos. Atualmente, o Hospital de Fão dispõe de 40 camas de internamento, mas devido à sua atividade era impossível disponibilizá-las na sua globalidade, tendo o acordo firmado com Barcelos a disponibilização, para já, de apenas 8 camas. Quanto ao Hospital de Braga, foi celebrado também, recentemente, um acordo para a realização de cirurgias na área da urologia, até ao final do ano.
Raquel Vale, vinca, que devido dimensão reduzida do Hospital de Fão, não existe a possibilidade de dar resposta ao risco, com o acolhimento de doentes covid, pelo que essa possibilidade foi descartada desde o início das negociações. Na área de apoio à pandemia, o Hospital passou, sim, a disponibilizar, através do seu Laboratório, a realização de testes rápidos e PCR para o rastreio ao covid-19 à população.
Sobre a capacidade de resposta a tantas cirurgias e consultas adiadas em Portugal, e no caso em particular da nossa região, a Provedora faz ver que isso até poderia ser possível em grande parte, mas, e como aconteceu no Hospital de Fão, as próprias pessoas, durante o 1º confinamento, ligavam para adiar as suas consultas, cirurgias e exames, com receio do covid. Actualmente, as coisas são bem diferentes, pois já têm consciência de que terão que viver mais de perto com esta pandemia, até porque as medidas de contingência implementadas na prestação dos cuidados de saúde têm-se revelado eficazes na sua proteção, como o uso de máscara, o distanciamento social, a higienização. Aproveitou para informar que foi, precisamente, devido a essa baixa na procura de serviços no Hospital, que foi decidido o encerramento do período noturno entre as 24h00 e as 8h00 da sua urgência. Ou seja, se o serviço público adiou muitos actos médicos, a própria população também se retraiu. Por isso, e no caso particular do Hospital de Fão, a reformulação do horário do Serviço de Urgência, que funcionava 24 horas, mas que à noite passou a ter uma procura reduzida. Deste modo, o Hospital pode poupar os seus recursos humanos, muito deles sem férias, cansados e a trabalhar em vários sítios, cuja gestão é extremamente difícil em tempos de pandemia.
Face a estes protocolo e colaborações com a ARS e outros hospitais, foi questionado a Raquel Vale, se haveria necessidade de reforçar as equipas de saúde, esclareceu que não, pois a instituição, com cerca de 220 colaboradores no seu quadro de pessoal, que responde às áreas sociais e da saúde, conta ainda com uma bolsa de prestadores na área da saúde. Aí constam médicos, enfermeiros, técnicos das diversas especialidades, aos quais vão solicitando a prestação de serviços mediante as necessidades do Hospital.
Uma luta de vários anos, que agora parece ganha pelo Hospital de Fão, é a consumação do acordo com a ADSE, previsto para o próximo ano, que poderá responder a um maior número de pessoas dos concelhos de Esposende e Barcelos.
A fangueira Raquel Vale, disse também, que apesar de se estar no pico da pandemia, não tem aumentado o número de internados no Hospital, estando-se a trabalhar no sentido de aumentar a "sua produção", daí a razão de terem sido assinados estes protocolos, já que havia a convicção de condições de capacidade para o efeito.
A entrevista finaliza, sobre uma opinião da Provedora da SCM de Fão sobre a necessidade urgente ou não da construção de um novo hospital em Barcelos, ao que respondeu:"Bem....isso é uma questão política e eu já não estou nessas funções. Claro que um novo hospital de Barcelos, com melhores condições, servirá melhor as populações mais próximas, mas o de Braga vai respondendo a essas necessidades. As condições estruturais em Barcelos são deficitárias, tendo em conta a idade do edifício, mas continua a ser feito um bom trabalho, pois muita da nossa urgência continua a ir para lá."
Quem puder, aconselhamos a leitura do "Barcelos Popular" de 3 de dezembro, onde esta entrevista conduzida pelo jornalista Paulo Granja, se encontra na íntegra na página 6.