Economia: Hotel Axis Ofir volta a encerrar para 2º confinamento
Em apenas 8 meses, é a 2ª vez que o Hotel Axis Ofir, em Fão, fechou temporariamente as portas, a partir desta manhã de segunda feira, dia 30 de novembro, devido às catastróficas consequências da pandemia.
Depois de um primeiro encerramento por 3 meses, entre o dia 24 de março e 24 de junho, o 4 estrelas do Grupo Axis, volta a fechar, sem data certa de reabertura, sendo certo, e segundo o Director Geral Paulo Rodrigo Silva, para já até final do ano, ou seja, todo o mês de dezembro.
Este foi um ano muito complicado, em que o hotel tinha previsões, para que este fosse talvez, o melhor ano de sempre, sob a gestão do Grupo Axis, mas o vírus, veio dar um rude golpe, como o cancelamento de mais de 90% dos banquetes, reuniões e outros eventos e as reservas de clientes vindos de todo o mundo, com particular incidência para os provenientes da Coreia do Sul, Alemanha, Polónia, Bulgária, Hungria, Brasil, França e Espanha, para além de muitos nacionais.
O verão, apesar de encurtado e com muitos poucos eventos e banquetes, com número muito reduzido de convivas, acabou por se compor com a boa procura para estadias de clientes nacionais e da vizinha Espanha, com alguns pequenos grupos de polacos, franceses e espanhóis.
Mas, com o início da 2ª vaga e as limitações de circulação entre concelhos, as reservas de banquetes e estadias, caíram a pique e novembro foi um mês fraquíssimo.
Sabendo-se que, para ter as portas abertas de um grande hotel, com os consumos de energia, taxas e custos de pessoal, é impraticável, a Administração do Grupo Axis, aproveitando as candidaturas dos apoios do Governo, nomeadamente para o "lay off", decidiu fechar as unidades do Porto (São João), Póvoa de Varzim (Vermar), Fão (Ofir) e Ponte de Lima (Golfe), mantendo abertos apenas os hotéis de Braga e Viana do Castelo.
Logicamente, que com estas medidas, para já estão salvaguardados os postos de trabalho dos seus trabalhadores e os perigos de surtos nessas unidades também estarão acauteladas.
Claro, que será incerta a data de reabertura, tendo tudo a ver com a evolução da situação epidemiológica no país e no mundo, que pode fazer com que este encerramento se possa prolongar por mais algum tempo, embora as expectativas sejam para que na próxima primavera as coisas estejam bem melhores, com as subidas de temperatura e vacinações em massa.