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IMAGEM DO DIA

Clube Fãozense levou a cena há 55 anos "Récita de Gala"
No final de maio de 1965, o povo de Fão encheu o Salão Paroquial "Cristo Rei", para assistir a uma peça de teatro, organizada pelo Clube Fãozense, intitulada "Récita de Gala", que foi ensaiada pelo António Viana Vilas Boas, conhecido popularmente por "Vianinha".



O António Viana (na foto inferior à direita), era um apreciador da arte cénica e segundo testemunhos de meu pai Mário Belo (ao centro na foto), era frequentador assíduo das melhores salas de espectáculos do Rio de Janeiro, onde esteve alguns tempo, fazendo-se acompanhar muitas vezes do seu amigo e também distinto fangueiro Avelino Pires Carneiro (na foto à esquerda dos anos 50).

Um grupo de fangueiros e entusiastas, na altura assíduos frequentadores do Clube Fãozense, que também contou com a colaboração dos "Amigos de Fão", decidiu levar avante uma peça de teatro, ensaiada pelo sr. António Viana, marido da D. Júlia "Mimi" Ramalho, que acompanhava os ensaios e a peça ao piano.
Para esta peça foram angariados vários jovens estudantes de Fão, onde se incluíam outros como o Dr. Armando Saraiva e sua esposa Zita Pereira Saraiva.
Para além da D. Mimi Ramalho, sabemos que ainda fizeram parte da orquestra, pelo menos Mário Belo à guitarra e Manuel Sacramento à viola.
A montagem e decoração dos cenários esteve a cargo do Antonino Borda, Efeitos de luz pelo Dr. Luís Novais, Contra regra foi o Prof. Elias Cardoso, Ponto Dr. José Novais, Assistente Adelino Saraiva e Direcção e Encenação de António Viana Vilas Boas.

A peça, foi apresentada em 4 partes, sendo introduzida num Prólogo por Elizabeth Barrote, ainda antes do palco subir.
Na 1ª parte foram representadas duas cenas, uma primeira peça teatral de Júlio de Dantas, passada na cidade de Lisboa da época e interpretada por Zita Saraiva (Condessa), Carmen Fernandes (Criada), António Viana (Marquês) e Dr. Armando Saraiva (Criado). Esta 1ª parte era composta ainda com o número "Rosas", interpretado por Maria Armanda Barreiro, Ilídia Maria da Graça, Elvira Barrote, Maria do Céu Barreiro, Maria Fernanda Vilar "Pieira" e Maria Manuela Igreja.

A 2ª parte foi composta por mais duas cenas, "Envelhecendo" e "Cigana", a 1ª de Luís Brazão, com Ana Maria Vilar "Pieira" (Zita Noronha), Dr. Armando Saraiva (Conde de Ribamar) e José Borda Rodrigues (D. José de Ribamar) e a 2ª com Carmen Fernandes, Ana Maria Vilar, Adelaide Belo, Manuela Reis, Elvira Barrote, Maria do Céu Barreiro, Maria Armanda Barreiro e Elisabeth Barrote.

A 3ª parte era composta pelo diálogo lírico de Campeamor, por Duarte Lima, passado numa aldeia minhota e interpretado por António Viana (Cura) e Adelina "Linita" Carreira" (Maria).
A 4ª parte, simbolizava um quadro campestre, com várias representações, canções e modinhas antigas, interpretado por: Ana Maria Vilar (Chica, camponesa), Manuela Igreja (Rita, camponesa), Adelaide Belo (Maria, camponesa), Manuela Reis (Margarida do Monte), Adelina "Linita" Carreira (Ana, lavradeira rica), Dr. Armando Saraiva (Manel, lavrador caseiro), José Borda Rodrigues (Zé, tocador de concertina), Fernando António Vilar "Pieira" (Joaquim, antigo recruta e lavrador), António Carreira (Tónio, filho de lavrador rico) e Fernando Mendanha (Joãozinho, estudante conquistador).

Foto de cima (2 juntas), de Adelaide Belo Cruz: Dr. Armando Saraiva, Adelaide Belo, José Borda Rodrigues (duas vezes, com e sem concertrina) e Ana Maria Vilar.

Agradecimentos especiais à D. Zita Saraiva, que gentilmente, nos cedeu o panfleto do espectáculo.