"CASA BOM JESUS"
”Abriu há 19 anos, esta drogaria do Manuel Curto, num edifício com muita história e histórias, onde se situou o primeiro quartel de Bombeiros, foi estação de Correios, Pensão e Café. Um negócio familiar cujo gerente é o Tozé, genro do fundador e que assenta muito nos clientes individuais e “biscateiros”.
O Manuel Curto, depois da sua experiência na construção civil em França, regressou com a vontade de se expandir nesse ramo de actividade e começou com esta pequena loja em 1990, de onde partiu para outra empresa da construção , deixando o estabelecimento ao cuidado do seu actual genro.
O António José Gonçalves Zão, que pouco depois da casa abrir foi para lá trabalhar e tinha apenas 14 anos, acabou por namorar e casar com a sua filha Elvira, que colabora com ele e contam ainda com a irmã Rosália.
A casa, embora agora com o nome de “Manuel Ferreira Curto Lda.”, manteve-se para o público como “Casa Bom Jesus” e segundo o seu jovem gerente, vive muito dos clientes particulares, pequenos empreiteiros e os ditos “biscateiros”.
Nesta casa, pode-se encontrar um pouco de tudo, para qualquer pequena reparação, pintura, ferramentas e uma grande diversidade de utensílios e materiais para a construção civil.
O Tozé confessa-nos que há uma relação muito estreita com a maior parte dos seus clientes e mesmo não tendo alguns materiais mais específicos e raros, tenta conseguir obtê-los para tentar satisfazê-los o melhor possível. Considera que o forte do negócio é o material “grosso” para a construção e que o número de clientes que fazem “bricolage” ao fim-de-semana tem aumentado consideravelmente e procuram a loja especialmente ao sábado de manhã.
O negócio conheceu a sua maior prosperidade nos anos 90 e ultimamente tem-se notado consideravelmente os efeitos da crise e as dificuldades nas cobranças são evidentes e por vezes preocupantes.
Quanto à localização acha que tem vantagens e desvantagens, salientando pela positiva o facto de estar situado no centro, que no entanto tem sofrido alguma desertificação. Por outro lado, a falta de estacionamento e o sentido único da via não ajuda muito. Para o futuro considera que seria interessante aumentar o tamanho das instalações, que tem algumas limitações de espaço e pensa que se realmente Fão tivesse já estruturada a tão falada zona industrial, seria a localização ideal para o fazer.
A juventude, simpatia e disponibilidade desta família, para com os seus clientes, são a melhor satisfação para quem os procura, numa clientela que lhes garante fidelidade. Apesar da grande variedade e diversidade dos artigos expostos, num espaço relativamente pequeno, denota-se uma boa organização e limpeza, um factor fundamental para os dias de hoje. E, o serrote, o martelo, a chave-de-fendas, o alicate, os parafusos, as buchas, as abraçadeiras, o escadote, a rede, as mangueiras, as botijas de gás, as tijoleiras, os tubos, as colas, as tintas, os diluentes, o cimento, exibem-se elegante e pacientemente no velho "Café da Miquinhas" à espera do cliente necessitado ou curioso.