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TIO PEPE

O Restaurante Tio Pepe é o estabelecimento de restauração mais antigo a funcionar no velho casco urbano da Vila, logo ali ao lado do Quartel dos Bombeiros, quem vem do lado da ponte.
A sua longevidade transporta no percurso várias gerências, tendo iniciado a sua actividade em 1972, com uma quadra que era composta pelos Chefes Otero e Domingos, ambos espanhóis, Tone da Lila e Manuel Penetra, este o proprietário do edifício e o único sem experiência na vida hoteleira.
O Chefe Otero era Maitre d’Hotel e o Chefe Domingos, Chefe de Vinhos, ambos no Hotel do Pinhal, governado então por Constantino Araújo numa época em que o turismo estava ainda em expansão por estes lados.
Mais tarde saíram da sociedade indo trabalhar para um Restaurante de luxo em Barcelona.
As gerências mudaram-se com frequência ao longo dos anos e acaba por assentar em Manuel Barbosa, que com a sua esposa e os filhos dão expressão a uma cozinha com qualidade, ganhando nome os pratos de lampreia e as costelinhas, a que a imprensa da especialidade deu realce ao sabor e ao nome.
Com o falecimento inesperado de Manuel Barbosa cabe ao filho José Carlos assumir a gestão do Restaurante e sempre à sua mãe a condução mestra da cozinha.
Os espaços interiores sofreram nos últimos anos grandes melhorias, nomeadamente nas áreas de apoios e equipamentos.
Tem 2 salas distintas, sendo uma recuada , com bons espaços e uma decoração típica em que sobressaem os candeeiros em ferro e uma lareira em pedra.
A sala da frente, muito acolhedora, tem agora um ar mais moderno e distinto, com paredes em tom sedoso de um bordô revigorante, que contrasta com as madeiras de faia e um fundo largo em xisto, onde encaixa uma bonita lareira .
A parede lateral cobre-se de quadros que mostram as referências da imprensa à qualidade gastronómica da casa.
Também os candeeiros brancos e de linhas redondas adornam em agradável contraste.
Com bastante luz natural proveniente da larga área envidraçada onde se enquadra o grelhador a carvão, as cortinas modernas dão graciosidade ao espaço.
Nas áreas superiores realçam os conjuntos de garrafeira que estimulam o repasto, em encaixe de madeiras claras.
Ambas as salas apresentam imagens de Fão, em largos painéis fotográficos da autoria de Armando Reis, que lhes dão mais cor e movimento.
Uma decoração de reforçado bom gosto, a propôr à entrada um ambiente bastante aprazível para uma degustação demorada.
Quanto à Ementa, propõe Peixe do dia (sempre fresco) do nosso mar para a grelha, nomeadamente o robalo a acompanhar com legumes e batata cozida, embebidos em bom azeite e um bacalhau à moda da casa , com posta farta e o tempero no ponto.
Muito agradáveis ao gosto e à vista são também os filetes de pescada dourados.
Nesta época, a lampreia à bordalesa ou em arroz são cartaz constante e atracção para os muitos apreciadores que procuram o Tio Pepe pela sua fama.
Nas carnes o nome vai para as Costelinhas grelhadas com um arroz malandrinho de feijão e legumes, a que se adiciona q.b. um molho suculento de paladar amistoso.
Um prazer gustativo de comer à mão e apreciar as falanges.
Também a carne barrosã temperada na grelha complementa a diversidade nesta área, onde o pernil no forno e o arroz de pato são pratos bastante procurados.
A garrafeira apresenta uma diversidade muito apreciável entre maduros e verdes e é de notar a presença de algumas raras colheitas entre os maduros portugueses.
Na sobremesa é apresentada pastelaria local de confecção caseira, onde dominam as clarinhas e os folhadinhos, para além dos normais pudins e mousse de chocolate e um ou outro bolo tentação.
Uma casa que tem crescido e melhorado substancialmente as suas condições de acomodação. Ficamos à espera dos investimentos na imagem exterior, a condizer com os níveis concedidos ao seu interior e que reflectem bem a preocupação de sempre bem servir.