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A Festa de Todos os Santos abre o mês de Novembro e é dia de Reencontro simbólico com os entes desaparecidos, num cerimonial que se repete selectivamente, pese o facto de o dia de Finados consagrado pela Igreja Católica ser o dia seguinte, que não é feriado. Por entre jazigos e campas floridas reencontram-se também os amigos ausentes por força das directrizes da vida e retrocam-se memórias que aliviam cenários guardados no tempo.
A hora da procissão e missa no interior do recinto avoluma por certo as presenças e percorre-se com o olhar longínquo os espaços de visita, procurando identificar-se quem passa e quem para em gestos de cumprimento.
Com as temperaturas a ajudar, quase pode dizer-se que nos sentimos bem entre tantos, com a proximidade a atenuar a saudade de quem o tempo vai reduzindo a lembrança.
Sendo um espaço que é um destino, também a idade vai convencendo e esmorecendo as fobias da envolvência fúnebre e aqueles recantos já não têm ângulos sombrios, inquietantes, sobressaindo apenas a arte rica da pedra que emoldura o futuro.
Na parte alta do portão em ferro a permitir a entrada lê-se “FINEM”, enfim, o fim, para quem eruditamente já não pode ler.

Mas os últimos dias trouxeram também factos novos, sendo de referenciar elogiosamente o reinício de actividade da Extensão do Centro de Saúde em edifício construído de raiz para o atendimento, com as condições e características de modernidade que se devem elogiar.
Provavelmente, com o aproveitamento de algum “velho” hardware instalado na velha cantina, alguns problemas organizacionais não terão encontrado ainda a chave da excelência, que os utentes da saúde sempre ambicionam, mas o esforço e criatividade dos colaboradores podem atenuar facilmente qualquer constrangimento. Esta nova infraestrutura recebe também os utentes das freguesias vizinhas de Fonte Boa e Rio Tinto, ficando agora com acessibilidade mais facilitada ao seu Centro.
Pode dizer-se que Fão brilha no panorama da área dos serviços de saúde, com este Centro moderno de gestão pública e os serviços de especialidade e reabilitação disponibilizados pelo Hospital da Santa Casa de Misericórdia.

A par desta evolução, também o Águias de Serpa Pinto, uma colectividade de bairro com mais de trinta anos,muito saudável, foi estes dias a votos. Este facto não seria relevante se não tivesse ditado mais uma vez entre muitas outras, a reeleição do seu Presidente José Lavandeira, um indefectível associado que está na génese deste nóvel Clube.
A persistência e a forma humilde como aborda os projectos associativos com a autarquia, tem gerado mais valias importantes, como é claro exemplo a Sede com várias valências e o polidesportivo, a permitir à organização uma vida dinâmica e longa.
A permanência de um grupo directivo bem liderado por vários mandatos, normalmente facilita a planificação e execução de projectos, que certamente, repetidas mudanças não consolidariam e disso tem sido exemplo também a continuada e eficaz liderança do Hospital na pessoa do Provedor. É evidente que o perfil da restante equipa também deve merecer trato elogioso e os resultados vão credibilizando o trabalho eficaz de quem voluntariamente vai partilhando o seu tempo, a sua vida, a sua energia criadora.
Certamente que essa longa coabitação também cria as suas rotinas, alguns vícios evitáveis, alguma acomodação, mas os pontos fortes dos casos presentes, têm sido mais valia em Instituições que vão marcando o tempo.