As obras de revitalização da ponte estão para durar. Os prazos que as diversas entidades vão adiantando é fruto de algum desgoverno da obra, pois os estudos efectuados durante o mês de Fevereiro criaram logo incertezas relativamente ao tempo de duração da empreitada.
Com o levantamento do tabuleiro confirmaram-se essas preocupações e a necessidade de reforço dos pilares com betão injectado fazia supor que o pior ainda estaria para vir, obrigando a revisões de projecto e de custos.
As intervenções do IPPAR e do LNEC não deixam de ser importantes, para além de obrigatórias, quando está em causa uma estrutura identificada como de interesse nacional e por outro lado uma obra de ferro degradada a merecer uma grande intervenção com um investimento previsto de cerca de 3 milhões de euros, mas cuja revisão apontará certamente para valores mais bem elevados, à boa maneira portuguesa.
Competiria certamente ao utente regular da Ponte organizar-se em Comissão representativa, constituindo-se em parte interessada, reclamando das partes contratual e politicamente envolvidas a informação clara sobre os reais problemas da infra-estrutura e a previsibilidade da evolução dos trabalhos, resultando daí expectativas mais fidedignas do que as que se transmitem de forma avulsa.
Os últimos boatos apontam para o final do ano a possibilidade de transpor o rio em quatro rodas, o que só se entenderá possível através de algum remedeio a criar logo após o assentamento do tabuleiro.
Vozes mais entendidas e optimistas apontam como Junho de 2007 a data mais certa para conclusão de todas as obras, embora os planos de obra não permitam apontar com objectividade as datas finais, tendo em conta as fiscalizações constantes das diversas entidades envolvidas e as soluções a considerar pela empresa.
Na opinião de alguns técnicos, todo o perfil de obra desta revitalização tem constituído uma experiência ímpar de saber no seu currículum profissional, o que expressa a complexidade deste projecto.
Sendo os efeitos mais nefastos os que continuam a afectar as economias domésticas dos utilizadores de um e do outro lado do rio, que utilizavam a ponte diariamente como forma mais rápida e barata de chegar aos seus empregos, tem ficado no entanto a ideia de que os nossos comerciantes se embrulharam no seu saco, alheios à força associativa e eternos indiferentes a uma necessária criatividade.
Mas curiosamente, aparecem agora os comerciantes do lado de lá da ponte a afirmar que os seus negócios estão a ser afectados por estas obras, pois muitos dos seus clientes são do lado sul do rio.E ao que analiso, com certa razão tendo em conta as tendências de compra nos últimos anos.
Mas se este fenómeno da Ponte afecta a vida de quem cá vive ou cá vem, 3 pontos fortes a ocorrer durante este mês vão contribuir para um reforço da qualidade de vida dos fangueiros: a abertura ao público da Extensão do Centro de Saúde, que se transfere para instalações modernas e funcionais, a abertura do Centro Social das Pedreiras, também conhecido por Centro de Dia, gerido pela Santa casa de Misericórdia e destinado ao escalão sénior e a conclusão de um passadiço em madeira, na distância de 700 metros a permitir passeios agradáveis sobre a zona da Junqueira, por trás do antigo Hotel do Pinhal.
3 obras de grande importância, a que ninguém vai sentir-se indiferente.