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O encerramento da Escola das Pedreiras foi nos últimos tempos um dos problemas de solução prioritária, envolvendo negocialmente a autarquia e representantes do ensino concelhio e regional.
Os cenários recentes apresentaram uma forte contestação por parte dos pais através da sua Associação representativa e as formas diferentes de o fazer mereceram reacções diversas, obrigando até ao adiamento da inauguração do Centro Social das Pedreiras, por iniciativa do Gabinete do Ministro da Solidariedade.
A par de toda essa envolvência contestatária continuavam conversações por parte do Município e da Estrutura Regional da Educação, assentando a argumentação defensiva na necessidade de continuação do funcionamento da Escola, tendo em conta o número de crianças existentes na área de intervenção daquele estabelecimento e as condições de apoio agora criadas, manifestamente melhoradas com algum investimento público.
A obrigatoriedade de inscrição de todas as crianças na Escola de acolhimento no Ramalhão veio coligir informação mais real sobre o número de crianças com residência na área das Pedreiras, indicando um valor que ultrapassou as 4 dezenas.
Ora este número seria suficiente para responder à última proposta da Directora Regional que apontava para um grupo de 40 alunos, que permitiria a continuidade de funcionamento da Escola das Pedreiras sem qualquer constrangimento, bastando para tal dar seguimento à orientação que existe de inscrição dos alunos no estabelecimento da área de residência.
Da abordagem que foi feita nos últimos dias aos pais residentes nas Pedreiras, mas que têm os seus filhos inscritos em anos anteriores na Escola do Ramalhão por razões que têm normalmente a ver com os condicionamentos da vida familiar, houve entendimento que em grande parte das situações a transferência da criança para ambiente escolar diferente seria doloroso para esta, contraproducente em algumas situações esclarecidas, nomeadamente de acompanhamento psicológico.
Os últimos desenvolvimentos ponderaram estes argumentos apresentados pelos pais e as entidades envolvidas procuraram atender todas as situações que podiam afectar as crianças e foi proposto um mínimo de 30 alunos para este ano, o que foi aceite pela Direcção Regional de Educação, viabilizando o funcionamento da Escola.
As inscrições na Pré-Primária e no ATL da Santa Casa neste princípio de ano escolar, fornecem indicadores satisfatórios sobre o número de crianças a residir nas Pedreiras e que podem reforçar as turmas do ano que vem, garantindo assim continuidade ao estabelecimento de ensino daquele lugar.
Apurou-se que neste momento as Pedreiras têm cerca de meia centena de crianças em idade escolar do 1º ciclo e pré-primária a residir na sua área, o que justifica positivamente o funcionamento da Escola e dos serviços de apoio no Centro Social.
Quem vai respirar de alívio são os responsáveis da Escola do Ramalhão, sem a pressão dos números inquietantes que iriam condicionar a qualidade do ensino praticado naquele espaço.
Com toda esta evolução estamos certos que o bom senso imperou pois os argumentos eram fortes! Sem vencedores nem vencidos como convém! As crianças agradecem.