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Agosto é um mês que esperneia de movimento intenso, muito dele em direcção ao mar, num vai e vem de ciclos diários repetidos que transformam a nossa Vila num chafariz de contradições que , convenhamos, põe os cabelos em franja sobretudo aos estrategos do trânsito.
É um facto que o mar, rio e pinhal é um trinómio cheio de atracções e suster invasões diárias de veraneantes é obra, quando se pretende fluxos de trânsito que determinem o seu escoamento de uma forma ordenada e sem grande pressão, numa teia de arruamentos nada preparada para ritmos intensos de tráfego.
Qualquer domingo de Verão é diabólico e basta presenciarmos a invasão de veículos que calcorreiam o nosso pinhal, o tal, o mesmo do dia do Anjo e perspectivamos finais de dia de longas filas, frenesim na condução apressada, zonas habitacionais com trânsito que assusta e a que não pretendem habituar-se.
Qualquer mudança brusca de sinalização de trânsito parece levar todo o mundo a contradizer o que ouviu ao lado, para desdizer o que disse em outros momentos atrás. É uma parafernália que acabou num desbaste irresponsável de sinais. Talvez se a mudança fosse só durante cada Domingo , a coisa fosse mais bem aceite.
Claro que o centro da Vila também vai ter algum desgoverno de estacionamento durante uma semaninha. Pois, vai ser a 10ª Festa da Cerveja e do Marisco, os melhores parceiros à mesa, em paladar apimentado e caneca de litro fresquinha a acompanhar. Também a Feira de Artesanato complementa de forma inteligente, aquele que é considerado um dos melhores Festivais Gastronómicos de Verão e que movimenta em Fão várias dezenas de milhares de pessoas numa semaninha. É obra!
Dizem agora as más línguas que em Esposende pretendem fazer uma ligeira imitação em concorrência no tempo com este evento fangueiro. Ficaria bem melhor, mesmo em termos de agenda de acontecimentos que a Câmara patrocina, engatar nas datas logo a seguir à Festa de Fão. Dizem que com a Ponte fechada o pessoal a Norte do rio sempre vai ficando por lá. È natural. Algum sempre fica.
É curioso que o sistema de envolvimento das Associações locais na dinâmica da Feira começa agora a ter seguidores , contrariando a utilização de empresas privadas de organização de eventos. Ainda estes dias me apercebi que na Vila da Feira, a Viagem Medieval e toda a Feira tem o alto apoio e envolvimento da Federação concelhia das Associações, com redução de custos no erário camarário, e ganho substancial de receitas por parte daquelas. O mesmo me apercebi nas tasquinhas medievais de Cerveira, sendo um recurso importante que premeia o esforço associativo e retira ao Município envolvido, elevados custos do “outsourcing”, tão na moda nas intenções de gestão.
Auguramos uma boa enchente e enquanto alguns receiam a crise, dezenas e dezenas de pessoas de muitos lados do país e Galiza, é verdade, vão telefonando a saber as datas de duração da Festa. É que cerveja gelada e camarão fresquinho não rima, mas casa mesmo bem!