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É verdade que este mês de Junho foi de contrastes climáticos, com muito calor e acalmia e também os ventos dominantes de norte a trazer algum frio na transição para o Verão.
Se falar do tempo é sempre uma boa estratégia para começar uma conversa, alguns temas conseguiram dar temperatura ao ambiente social da nossa comunidade e será importante fazer uma ligeira abordagem a esses acontecimentos.

Quando o Águias de Serpa Pinto celebrava o seu 31º aniversário com um programa bastante animado, que até trouxe às artérias da Vila o comboínho da Acice , a Assembleia de Freguesia reuniu na Escola das Pedreiras para debater a probabilidade do encerramento daquela Escola Básica, numa altura em que se reforçam as estruturas de apoio às crianças e à terceira idade naquela zona.
A transferência dos seus alunos para a Escola de acolhimento sita no Ramalhão não agrada a ninguém, pois é reconhecido que não tem as condições mínimas que favoreçam o ensino de qualidade que o Governo pretende.
A possibilidade de construção de um novo edifício escolar que possibilite a centralização da comunidade escolar do ensino básico, com os recursos físicos e pedagógicos adequados aos objectivos “da escola todo o dia”, será visto com muito agrado e então entender-se-ia para já o adiamento do encerramento da Escola das Pedreiras como uma medida acertada.
Algum segredo nas negociações da Câmara Municipal com a estrutura regional do Ministério da Educação pode antever que essa poderá ser a solução para o futuro. De facto, não existem condições bastantes para adequar as infraestruturas existentes à população estudantil do 1º ciclo. Persistir nessa ideia é regredir na qualidade de um sector de actividade estratégico e prioritário para a mudança do país: a educação.
E se é certo que ao município cabe uma parte importante nessa evolução através da construção das infraestruturas necessárias, poderá entender-se que a oportunidade dessa mudança desejada poderá ter chegado, por força desta problemática que afecta muitas famílias. Pode até forçar o redesenho da política educativa para Fão, dotando a Vila de uma nova estrutura física de forte orientação para o futuro. Se assim for, entende-se como plausível o segredo que tem orientado o Município e o seu Presidente em toda esta problemática, reforçando o voto de confiança que a maioria dos fangueiros sempre lhe soube dar, embora nem sempre bem percebido.

O adiamento tardiamente anunciado da inauguração do Centro Social das Pedreiras causou perplexidade em quem esperava ver o Ministro da Solidariedade Social dar abertura a um espaço importante nos planos da Santa Casa para o Sector Sénior e também para o ATL daquela zona.
A ligação da atitude a uma provável manifestação da Comissão de Pais da Escola por causa do anunciado encerramento, foi encarada por alguns como mais uma precaução do Protocolo e do Município para evitar ambientes hostis numa fase de negociação sensível. Outros argumentos também podem ser percebidos como justificáveis para esse adiamento mas gostaria de ficar por aqui, que é a justificação que mais me agrada.

Quanto à ponte e aos excessos da Acice em pretender substituir-se ao Município no arranjo dos caminhos alternativos por Gandra, nem lembra ao diabo, pelo simples facto de não saber cumprir uma atribuição que não é sua e que até já era compromisso da Câmara Municipal e que estará para execução. O mesmo se pode dizer das melhores condições de aparcamento e iluminação do lado norte da ponte.
Ainda ficamos esperançados na tal Feira Medieval e outra animação e aí sim a apetência da Associação Comercial já condiz com as suas pretensões de contribuir para uma maior dinâmica da Vila fangueira, embora também essa missão devesse ser natural, com ponte ou sem ponte, tendo em conta que as iniciativas daquela entidade não devem ter o exclusivo na sede concelhia.