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...um alívio na saudade.

O Novo Fangueiro online tem já 3 anos de vida e pode considerar-se um caso de relativo sucesso no contexto da informação regional, sabendo-se que o jornalismo digital tem ainda muito para se desenvolver e é ainda visto como complemento ou extensão dos “media” tradicionais.
É sabido que nos últimos anos se tem observado um decréscimo na leitura de jornais em formato tradicional, enquanto a Internet se tornou no primeiro “mass media” escrito na Europa.
Esta aposta num título que já existiu em papel teve sempre em conta um grupo com identidade própria que reclamava um tipo concreto de informação, com temas girando à volta de Fão e zonas sócio-geográficas tangentes.
A construção e estruturação do mapa do site teve em conta esse perfil de leitor e a informação na hora, ilustrada com imagens muitas delas captadas pelos nossos colaboradores, era complementada com alguns artigos de opinião e uma edição virtualmente mensal que presumidamente passava a ter valor documental pelos diversos conteúdos apresentados.
A rubrica “Recordar com…” ,por exemplo, é uma interessante colectânea de depoimentos, muitos deles já irrepetíveis e que documentam as facetas da sociedade fangueira de grande parte do século passado.
O “ontem e hoje” compara as imagens de épocas diferentes e permite abordar de forma imaginária para muitos, os traços característicos do outro e deste tempo, condicionados pela idade ou pelo afastamento.
Quem há décadas partiu para o Brasil e reteve na memória as imagens do Cortinhal ou da beira rio, gera agora na sua retina os traços recentes produzidos pelas imagens publicadas.
Um aspecto que merece relevância é a manutenção dos conteúdos atrasados que podem ser lidos em qualquer altura, uma facilidade que faz o jornal parecer uma pequena biblioteca digital de informação local.
Estes 3 anos de trabalho voluntário geraram estatisticamente cerca de 750.000 visitas a este espaço informativo e esses dados incentivam certamente ao processo de melhoria contínua que pretendemos aplicar.
Sentimos a importância emocional da nossa informação e aqui lembramos a expressão do nosso leitor Ernesto Azevedo a residir no Brasil: “no estrangeiro, uma notícia da nossa terra é um alívio na saudade.”