O mês de Outubro trouxe a Fão o Presidente do Município para assinar protocolos que visaram a construção de uma Casa mortuária, a recuperação da capela das Almas e o arranjo do Salão Paroquial . Seguiu-se a inauguração da rua das Cordas, requalificada seguindo padrões de qualidade e modernidade que tornaram esta artéria um exemplo a seguir em outras intervenções do género.
Foi uma jornada que ditou despesas para o Município que se aproximam das três centenas de milhar de euros e que trouxe satisfação para a população fangueira, envolvida de forma positiva, com partilha de entusiasmos e sugestões.
Pese toda essa movimentação, foram no entanto as notícias veiculadas no discurso presidencial que sensibilizaram as expectativas filtradas dos mais atentos.
Já era público que o Estado vai partilhar responsabilidades com as autarquias de Caminha, Viana e Esposende num projecto denominado Polis Litoral Norte, que pretende requalificar o património natural e paisagístico, a protecção da orla costeira e a intervenção em zonas urbanas destes 3 municípios.
São cerca de 90 milhões de euros, dos quais cerca de 30 milhões estão previstos para as intervenções no litoral do nosso concelho.
No nosso cômputo são de referenciar as intervenções no Núcleo Turístico de Ofir-Fão e a requalificação da Marginal (2ª fase) a ligar ao Caldeirão, uma obra complexa a exigir criatividade e visão, dado o percurso sensível, que não poderá ficar indiferente a algum debate público atempado.
A constituição e adesão à “ Polis Litoral Norte-Sociedade para a Requalificação e Valorização do Litoral Norte, SA” vai obrigar o nosso município a um esforço financeiro de cerca de 4 milhões de euros para participar no capital da empresa, em altura de vacas magras.
Mas “é uma oportunidade única que o concelho não pode desperdiçar”, referia o Presidente da Câmara Municipal.
Percebemos quando foi dito que têm de ser “redefinidas prioridades”, mas ficamos convencidos também que foi dado um passo de gigante no avanço da obra da Marginal.
Augura-se agora a celeridade da publicação em Diário da República da constituição da Sociedade, indispensável ao seu arranque operacional, pois as metas têm pressa.