O Jornal de Esposende publicou na sua última edição um artigo de página inteira intitulado “Fão no mundo”,alusivo ao Novo Fangueiro online, o que reflecte a importância deste site informativo na interacção com os seus leitores fangueiros ou amigos de Fão espalhados pelo mundo e também a curiosidade crescente por esta forma de comunicar.
Este artigo é bastante promocional, tendo em referência o número de leitores daquele quinzenário em todo o concelho de Esposende e divulga de forma aberta esta nova modalidade de jornalismo onde a instantaneidade digital e os fluxos de informação são mais valias que conquistam espaços.
No panorama dos acontecimentos que marcaram o mês de Maio, a saída da imagem do Senhor Bom Jesus à rua mostrou-se catalizadora do esforço colectivo fangueiro, onde de forma transversal se coligiram as várias gerações na criação de cenários dinâmicos de arte e vontades.
Ao criar-se a tradição de saída de quatro em quatro anos, esta procissão deverá ser analisada e encarada como um cartaz magnífico de turismo religioso ligado ao preceito peregrino, retomando uma característica ancestral que mobilizou em tempos milhares de pessoas das regiões próximas, que acorriam ao templo em atitude de fé e de alguma folia.
A análise aos documentos da época poderão reportar alguns fenómenos de tipo religioso e também profano, que podem fazer retornar alguns movimentos de pessoas, reintegrando aquele templo e as imagens milagreiras dos seus altares nos circuitos religiosos e turísticos da região.
Também o futebol foi cartaz num Maio chuvoso. A dinâmica do novo estádio e as sinergias que daí resultam decorrentes de uma boa gestão da equipa que lidera o Clube, são de realçar. A reentrada no Nacional da 3ª divisão e o Torneio Internacional de Veteranos são sinais de grande vitalidade desta agremiação desportiva.
A expansão de Fão para Sul, com as suas infraestruturas desportivas de reconhecida qualidade, veio criar abertura a novos investimentos do Município, agora na área do ensino do 1º Ciclo com o anunciado Centro Escolar.
Um outro acontecimento importante foi a organização de um debate público sobre a “Revitalização do Centro Urbano de Fão” da iniciativa da associação Assobio, que mereceu a presença de alguns técnicos convidados e também de bastante público. Foi notório o interesse em conhecer alguns mecanismos de apoio à recuperação dos muitos edifícios degradados, de propriedade particular, ficando no ar a informação da Técnica da CCDRN de que a recuperação física já não é fundamento importante para aprovar candidaturas, que nesta fase se destinam apenas às cidades. Os Programas de Acção têm de assentar em Parcerias que envolvem as Instituições, moradores, proprietários e também as autarquias, com obrigações bem definidas para os diversos actores.
No entanto a revitalização do Centro Urbano de Fão passa por um Plano muito mais abrangente, em que incluirá alguns instrumentos a definir pelo Município a nível de licenciamentos e taxas, que estimulem e facilitem a regeneração física dos prédios degradados.
“Dar vida” ao nosso Centro Urbano é uma missão que terá de envolver a sociedade fangueira, num programa de acção que terá em conta o potencial existente, nomeadamente a nível do património edificado, especificidades urbanas, rio, museus e doçaria.