“Quando a gente está fora, as saudades apertam e o Novo Fangueiro é uma janela sempre aberta com vista para a nossa terra . Faz-nos sentir em casa”.
O Paulo Miranda reside há vários anos no Curaçao, na América Central, a muitos milhares de quilómetros da casa dos seus pais e dos seus amigos, cá sediados neste torrãozinho sem igual, usando a linguagem que nos une e remeteu-nos este agradável e-mail.
O que o Paulo sente e expressa é repetido pelo Paulo Antunes nos Estados Unidos, pelo José Maria Sá Pereira no Canadá, pelo Luís Nunes em Inglaterra, pelo Hugo Moreira em Bordéus, pelo Jaime Silva na Venezuela, pelo meu sobrinho Pepe na Bélgica, pela Maria Helena no Rio de Janeiro e em outros circuitos do mundo onde houver fangueiros, pois nós vamos lá.
É curioso como este sentimento de proximidade nos encanta e em dois meses sentimos que a bola gira e o fenómeno de movimento contínuo é natural e os rolamentos estão oleados e funcionam .
Partilhamos um pouco do nosso tempo e sentimos nas palavras que lemos e nas emoções que escutámos um ventinho de alento.
Mas terminamos Abril, este ano mês das Festividades maiores da nossa Vila, depois de uma Páscoa conservadora.
Uma Comissão empreendedora, criativa e o Programa veio um pouco na orientação do sucesso do ano anterior, com algumas novidades. O tempo assustou mas acertou e tivemos animação, até de mais, mas será tema para outra dissertação.
Até porque o tema deste ano tinha a ver com os 30 anos da Elevação de Fão a Vila , lembrança de um acontecimento que reforçou a auto-estima fangueira e que uma Conferência alusiva rematou os esforços dessa recordação.
Terminadas as Festas e desfeitos os arraiais a preocupação volta-se para a Ponte .
Atenuar os efeitos nas economias familiares pela falta dessa travessia começa a merecer a atenção de quem pode e manda e algumas facilidades e melhorias nas acessibilidades alternativas pode simplificar parcialmente o que começa a tornar-se incomportável.
E enquanto isso o comércio ressente-se tendo já encerrado alguns estabelecimentos, numa lenta delapidação dos factores de negócio.
E o que foi feito como compensatório, nomeadamente em medidas de marketing para atrair mais gente a Fão? Nada.
Até a sinalética na A28 continua igual por mais 8 ou 9 meses e a dizer que para Ofir basta sair em Esposende.
Uma desatenção ao que penso, que pode enganar facilmente quem nos queria visitar!