As festas populares que sucederam à inauguração da Ponte de Fão apanharam de surpresa muitos fangueiros, apesar de alguma divulgação informal e também foram muitos os de fora que manifestaram solidariedade no evento, não houvesse uma ementa medieval e um fogo de artifício de qualidade.
Já tivéramos o cuidado neste espaço de convidar os responsáveis para organizar uma festa com fogo de artifício e cachoeira na ponte, tornando-se um cartaz de Verão de larga audiência, o que veio a acontecer com cerca de 3 milhares de pessoas presentes, numa noite climaticamente invejável. De facto até a noite ajudou.
Pena foi que o Secretário de Estado reforçasse a apreensão de muitos sobre a política das portagens, quando é público que o Norte que nos inclui, apresenta índices económicos de grande fragilidade e essa medida será desastrosa para o tecido industrial da região e para a qualidade de vida dos nortenhos, obrigados a regredir para acessibilidades de um perfil incompreensível. Este facto contribui decisivamente para a degradação da imagem dos nossos políticos e dos seus partidos, que não reagem à falta de cumprimento de promessas eleitorais, por razões meramente economicistas.
Até poderei entender as portagens na A28. Não entendo é a alternativa a que estamos condenados ou à diferenciação com os residentes do Algarve, muitos deles proprietários de magníficas vivendas e carros de luxo, muito frequentado pelos nossos mais nobres políticos que continuam a proteger-se descaradamente.
Quando a nossa expectativa é melhorar o que já temos, produzido por um passado recente, as coisas regridem 1 século e o pacato contribuinte terá de renunciar aos seus comportamentos de indiferença.
E vai ter de fazê-lo quando lhe cair na pele o percurso repetido de uma EN13 descaracterizada, com mais acidentes, trânsitos de cidade incompreensíveis onde terá de ser construída necessariamente uma variante. Se quiser viajar com alguma segurança e mais rapidez terá de pagar, podendo entender-se como mais um imposto depois de tantos e tão elevados como o dos combustíveis, que deveria ser direccionado para a construção e manutenção de boas acessibilidades. Mas parece que estamos condenados.
Também a Escola das Pedreiras continua em bolandas, com a atitude visceral da Directora Regional de Educação que teima em encerrá-la, depois de a ter mantido aberta no ano anterior com os mesmos argumentos.
Ansiosa por mostrar serviço e provar ao “patrão” que conseguiu encerrar centenas de escolas primárias no Norte do país, nem a promessa do Presidente da Câmara de que dentro de 2 anos terá construído um novo Centro Educativo em Fão, onde colocará com as melhores condições todas as crianças em idade escolar, valeu para alterar a sua ânsia de estatísticas.
Com condições suficientes no edifício das Pedreiras para mais 2 anos de aulas, porquê tanta obsessão da Directora Regional em encerrar já aquele estabelecimento?
Talvez colocar as crianças em contentores no Ramalhão, indiferente aos custos do investimento apenas por 2 anos e às mudanças frequentes de espaço de aula para algumas dezenas delas?
Curiosamente foi criada uma frente de força local que envolve todas as partes preocupadas com as nossas crianças e que vão mais à frente para manter aberta a Escola das Pedreiras por mais 2 anos,numa atitude consensual, própria de quem sente.
Com o novo Centro Educativo as nossas crianças estarão bem melhor, bem longe dos objectivos políticos de encerramento …