Fechar

ENFIM, A PONTE…

Nada será tão importante nos próximos dias como a reabertura da ponte. Será aliás o acontecimento mais importante neste último ano e meio de vida fangueira , não querendo menosprezar a abertura ao público de uma infraestrutura tão estratégica como a Extensão do Centro de saúde, numa área tão sensível para a qualidade de vida física e psíquica do residente.
É verdade que a acompanhar o corte daquela acessibilidade foram criadas alternativas , algumas com percursos controversos e que sofreram melhorias significativas de utilização apenas a 3 meses do fim.
Um ano e meio depois da entrega da empreitada e 16 meses após o encerramento da ponte ao trânsito, muita gente vai respirar de alívio por retornar aos seus hábitos antigos de circulação e sentir o reajuste positivo dos seus orçamentos familiares.
A Vila fangueira vai ter de readaptar-se também aos movimentos de tráfego na EN13, que deixará em breve de ser mais uma das suas ruas calmas, sobretudo na zona mais próxima da ponte.
A partir do próximo dia 13, podendo a data ser ainda reajustada, a nossa ponte irá reabrir para o trânsito de ligeiros e transportes públicos, ficando de vez afastada a hipótese de circulação dos outros pesados, cremos , o que no entender de alguns será argumento para matar de vez a ideia de portagens na zona.
Muito se tem falado nos elevados custos de revitalização desta obra de arte em ferro, de interesse nacional, que terão duplicado em relação às expectativas iniciais.
Nalgumas estimativas o valor gasto seria suficiente para a construção de uma ponte nova, que uniria os principais aglomerados do concelho, reforçando talvez o projecto futuro de expansão a sul de uma cidade maior.
Este projecto, que agora deve recomeçar a ser equacionado pelas entidades competentes, não é novo e pretende criar uma nova travessia que fuja ao trânsito central, deixando a velha ponte para quem pretenda aceder à Vila fangueira e à sua zona turística.
Entretanto, o monumento centenário revitalizou-se e durante as 2 próximas décadas estará disponível ao trânsito ligeiro sem mais obras, a não ser que o ministro das Obras Públicas entenda que a travessia em ferro lhe tenha de valer para os intentos economicistas e mande reforçar a resistência a tonelagens superiores.
Temos fé no bom senso.