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Chegaram ao fim as Festas da Vila e tradicionalmente em Honra do Senhor Bom Jesus de Fão, sendo uma das primeiras romarias do Norte, o que facilita em termos de contratação de serviços e de apetência de um público ansioso de alguma diversão.
Esta Comissão tem conduzido de forma inteligente a sua estratégia de organização dando a cada ano uma orientação temática, o que sendo novidade, pode suportar o seu planeamento em ciclos diversos, muitas vezes de baixo custo, como aconteceu este ano.
O Concurso de Fotografia e o ciclo de Cinema antecederam o fim de semana e procuraram preencher culturalmente essa 1ª etapa, tendo o 1º uma participação muito agradável.
O ciclo seguinte, de Exposições, envolveu a Associação Assobio, o Museu d’Arte, os Bombeiros com a Mostra colectiva , o ASP com as Artes Decorativas e a Cooperativa Cultural sobre António Viana, reforçando o contributo e a partilha de saberes de cada Instituição local.
A Mostra das Associações precisa de reformulação pois pode ser um motivo importante de dinâmica e este ano não teve o entusiasmo gerado na festa anterior, talvez por sobreocupação.
Um dos pontos sempre espectaculares é o Fogo do Rio, mesmo sem a “Cachoeira” da ponte. A utilização dos suportes multimédia deram-lhe singularidade criando cenários muito bonitos, sendo ao que foi repetidamente dito, o ponto alto da Festa, o que já tradicionalmente chama muita gente, tendo este ano beneficiado das boas condições climáticas.
Não houve grandes momentos de cartaz, para além do fogo, devido à estratégia de condicionamento financeiro, havendo um aumento de público, longe das enchentes de há vários anos, a que não é alheia a falta da ponte e também de uma estratégia informativa mais voltada para o exterior, que naturalmente tem os seus custos.
A Comissão termina o seu Ciclo de 4 anos em 2008, com o ponto alto da saída à rua do Senhor Bom Jesus, mas precisa de reforçar-se. 1 ciclo de 4 anos é muito pesado e pode ser redutor no desafio a um novo conjunto de pessoas interessadas, criando-se certamente fragilidades também no longo percurso.
A atenção futura não deve afastar-se do potencial das Instituições locais e da nossa história recente, que podem até competir no reforço do cartaz temático, que poderá ter a ver com os artistas locais. O regresso da noite de fado aos pátios e aos nossos pequenos largos , em via sacra, de iluminação com velas pode envolver emocionalmente a população ansiosa por estes momentos, que mexem com a sua história recente e Fão tem muitas figuras nessa área.
O regresso das Marchas Populares tem de ser uma aposta firme e ganha, pelo que pesa no sucesso de um programa atractivo. Convidem-se já os líderes certos para dinamizar os seus lugares, as Instituições como o Lar da Santa Casa, Infantário e Escolas sem esquecer a Profissional. Esta será a primeira prioridade. Comecem já a desenhar os Arcos!