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In Económico: Pedro Serapicos, o criativo que desenha nomes perdidos

Pedro Serapicos é um jovem que mora em Fão, perto da praia e para quem o mar e a sua prancha são parte da sua vida e da convivência com os amigos. “Fangueiro” por adoção e com fortes ligações familiares a esta Vila, tem sido referenciado pela imprensa escrita e também pela televisão pelo grande sucesso como ilustrador e criativo.
Encontramos hoje no Jornal Económico este texto que achamos por bem partilhar.

“Um nome é tudo o que Pedro Serapicos precisa para dar vida a uma história infantil em que se conta como uma criança perde o seu próprio nome e, letra a letra, o reencontra no final das páginas.

A aventura mágica é contada através de múltiplas personagens – seja um coelho, uma raposa, um anjo, um unicórnio, um dragão ou uma rainha – que o ilustrador português cria e desenha para que cada criança ganhe uma história personalizada com o seu nome.

A ideia, que começou como um projecto das horas vagas, está na origem da Lost My Name, empresa fundada em Londres, em 2012, por “três pais e um tio”: Pedro, juntamente com Asi Sharab (que vinha dos estúdios Sidekick), David Cadji-Newby (argumentista da BBC e outros meios) e Tal Oron (especialista em tecnologias). E o primeiro livro – “Ai! Perdi o meu nome!” – é já um ‘bestseller’. Em apenas dois anos venderam mais de 1,3 milhões de exemplares em 164 países, como Portugal, Alemanha, Austrália ou Canadá.Sentado à mesa do pequeno-almoço num hotel do Chiado, em Lisboa, Pedro Serapicos confere os números actualizados no ‘smartphone’. “Só esta manhã, e ainda não são 11 horas, já vendemos 7.100 livros”, partilha com entusiasmo.

O conceito, recorda, nasceu de uma frustração: a falta de bons livros personalizados para crianças. Os que conhecia “eram horríveis”. Até ao dia em que Asi lhe telefona de Londres: estava encantado com um trabalho de Pedro para um livro sobre voluntariado, da Fundação Gulbenkian, e queria desafiá-lo para um novo projecto. A ideia era criar uma editora que aliasse tecnologia à arte de contar histórias infantis. O ilustrador ainda hesitou. “Não queria deixar o país”, mas acabou por aceitar uma solução em que ficou com 10% da editora e a liberdade de trabalhar entre Portugal e o Reino Unido. E assim nascia a Lost My Name e uma série de 250 histórias ilustradas que, através de um algoritmo, combinam o nome e o género de uma criança a essas narrativas.

Pedro Serapicos começou as ilustrações, como manda o alfabeto, pela letra A e pelo nome Andrew. “Demorei quase dois anos a ter 70% do alfabeto desenhado”, conta, mas hoje a base de dados inclui mais de 97 mil nomes em nove idiomas, dos quais 64 mil são únicos, sem uma única repetição. Leonor e Francisco são os nomes portugueses mais pedidos, numa lista em que Maria e Carolina também estão entre os nomes mais populares para meninas, Pedro e Guilherme para os rapazes.
Não foi só a lista de nomes que cresceu. Em três anos, a Lost My Name passou de quatro para 90 funcionários e não pára de ampliar o espaço da antiga fábrica onde trabalham. Tendo a Pixar como referência, a editora funciona à semelhança de empresas como a Apple, Uber ou Netflix: a integração é vertical, o que significa que controla todas as áreas de negócio, desde o argumento e ilustração das histórias, até ao desenvolvimento da tecnologia e à impressão dos livros. O sucesso tem atraído a atenção de investidores
Em Junho deste ano, a editora recebeu um investimento de nove milhões de libras, numa ronda que a Google Ventures liderou. Também foi um dos projectos em destaque no ‘Dragon’s Den’, o equivalente britânico ao ‘Shark Tank’, onde fechou um dos melhores negócios de sempre no programa: 100 mil libras por 4%.

A empresa tem recebido propostas para vender os direitos das histórias para séries e filmes de animação, mas Pedro Serapicos acredita que ainda é cedo para pensar nesses voos. Para já, a estratégia é manter a série dos ‘nomes’ e investir num segundo projecto já em curso: histórias que contam a aventura de uma criança perdida no espaço e que precisa de ajuda para chegar à escola – um projecto que combina fantasia com imagens satélite e imagens tridimensionais. Além disso, Pedro está a negociar a criação de um espaço Lost My Name em Matosinhos, que quer tornar num centro de referência de design e criatividade na Europa. Para tudo isto contam com uma equipa que, como descreve Pedro, tem “uma folha salarial acima da média” para fidelizar os melhores talentos.

A vida de Pedro Serapicos também podia dar um livro ilustrado. Aos 40 anos e com dois filhos, o portuense Pedro Serapicos licenciou-se na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto e dedicou toda a sua carreira ao desenho e à ilustração.
Fez trabalhos para publicidade, esteve oito anos na Ambar e ainda com licenças de marcas como a O’Neill ou Benetton, para as quais desenvolvia colecções de moda escolar. Mas foi a passagem pelo atelier de Antero Ferreira que mais o marcou neste percurso. Uma colaboração que durou oito anos e que o ajudou a criar o seu próprio espaço e a ter os seus clientes. O mais difícil, recorda, “foi cortar este cordão umbilical”.

A viver em Fão, junto à praia de Ofir, Pedro Serapicos divide ainda a sua agenda com as aulas de Design na Escola Superior de Arte e Design (Matosinhos) e na Escola Superior de Estudos Industriais e de Gestão (Porto). Mas, sempre que pode, larga o estirador e os desenhos e agarra na prancha de surf, uma paixão que guarda desde criança.”

Fonte: Económicosapo.pt

Manuel Vieira
nevieira@novofangueiro.com

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