
O Governo encontrou no pagamento de portagens na A28 a galinha de ovos de ouro para alimentar as “Estradas de Portugal”.
A falta de alternativa à Estrada Nacional 13 obrigará os muitos milhares de condutores que hoje utilizam regularmente o antigo IC1, a ter de pagar o seu uso, vendo-se coagidos a ceder a mais um imposto, acrescido a tantos outros que já penalizam a propriedade de um veículo a motor.
Numa viagem Viana/Porto são muitos os pontos que constrangem o tráfego normal, para além do aumento significativo de acidentes graves em todo aquele trajecto, como era notório há anos na zona de Belinho no nosso concelho, mas isso não é preocupação para quem apenas procura receitas.
O aumento divulgado há dias do número de utilizadores daquela SCUT acaba por estimular o Governo à instalação de portagens, sabendo todos nós que a Via que atravessa o Algarve não merece a mesma preocupação do Ministro das Obras Públicas, numa região onde muitos dos nossos políticos constam como proprietários.
Só a construção de uma Variante poderá, a exemplo do que já foi feito com o IC1, permitir a circulação com um mínimo de condições a que os cidadãos têm direito na qualidade de contribuintes. Sendo o litoral uma região mais povoada e por conseguinte com muitos mais contribuintes, é justo que devam ser beneficiários do direito a acessibilidades com condições mínimas. E só depois de serem criadas essas condições se deve colocar a questão do utilizador/pagador.
Não se compreende que no final da 1ª década do século XXI o Governo obrigue os cidadãos a recuar quase 30 anos no seu direito de acessibilidade em condições dignas, sabendo nós que a EN13 de agora é muito mais condicionante do que há 3 décadas por causa das rotundas, semáforos, velocidades reduzidas e aumento substancial de tráfego.
Daí que a estratégia das diversas entidades e Comissões devesse apontar para a exigência de construção de uma Variante ao inferno da EN13 e em caso de avanço imediato para pagamento de portagens, contrariando os critérios que o Governo estabeleceu para a sua não implementação, utilizar os Tribunais para retardar a sua aplicação injusta..