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A caminho de Santiago, por Fão …

A descoberta(?) do túmulo do apóstolo Santiago, em Compostela, na vizinha Galiza no século IX, galvanizou a comunidade cristã e traçou caminhos de peregrinação, sendo hoje um dos principais recursos turísticos daquela província espanhola, com mais valias que afetam positivamente as zonas dos percursos a norte e a sul da catedral.

As rotas compostelanas foram traçadas de acordo com os perfis geográficos e as facilidades logísticas assentes no empirismo, sendo de referir o papel de algumas Misericórdias criadas na época, que também apoiavam os peregrinos, dando cumprimento assim a uma das obras de misericórdia corporais que constavam da sua missão.

Escrevia Carlos Mariz que “terá pesado grandemente para a criação da Misericórdia de Fão o facto de por Fão passarem ao longo do ano, muitos peregrinos a caminho de Compostela”, lembrando que aquela Instituição existe desde o século XVI.

A passagem nesta zona do Cávado era assegurada pela ancestral barca na Barca do Lago, embora em Fão houvesse também um barqueiro, que assegurava o transporte de pessoas entre Fão, na zona junto às Alminhas do Cais e os muros de Fão do lado de Gandra, como eram designados, lembrando que a configuração do rio só foi alterada no reinado de D.Maria em finais do século XVIII, com o seu encanamento.

O caminho por Apúlia passou a ser bastante comum e segue junto à sua Matriz, onde se pode ver as Alminhas do André com a representação simbólica dos peregrinos a Santiago, e levava os caminhantes até Fão pelo caminho da Areia, passando, ao que se presume, junto à fonte de Santo António, desviando dali para Fonte Boa ou procurando o velho hospital, em caso de necessidade de ajuda ou reconforto.

Os caminhos ou rotas foram-se redesenhando com os tempos e Fão é hoje passagem obrigatória pela sua ponte de ferro no percurso do Caminho da Costa, beneficiando claramente das viagens low cost e da proximidade do aeroporto Sá Carneiro, onde chegam centenas de caminheiros em tempo de férias vindos da Polónia, Estados Unidos, Inglaterra, Japão, China e outros países.

Vêmo-los isolados ou em pequenos grupos, mochila às costas, indumentária de pedestrianismo percorrendo estradas e caminhos.

Com os percursos bem estudados, obedecendo a uma carta, os peregrinos /turistas entram em Fão, passam pelo seu centro, param para abastecer ou recompor, visitam espaços como o Núcleo Museológico da Misericórdia que continua a não estar sinalizado devidamente e continuam a caminho da passagem para Esposende e com raras exceções albergam na Pousada, parando outros no albergue de Marinhas.

Este nicho de mercado turístico em considerável crescimento é encarado hoje em muitos pontos de passagem como um recurso a não perder, uma oportunidade que não pode ser desprezada.

Alguns dos nossos amigos fizeram já esses trilhos até Compostela a pé, a cavalo, de bicicleta, tendo estes últimos completado já várias vezes o caminho francês e testemunhado por imagens e verbalmente a organização local para não perder o negócio que, sendo de cariz religioso é hoje muito turístico.

Considerar as ferramentas informativas, os outdoors de encaminhamento, a simbologia temática como peças de um investimento, é uma forma de gestão política local que terá certamente os seus resultados.

Por Fão passam diariamente peregrinos com idades bem diferentes a caminho de Compostela. Em Fão merecem o tempo de paragem que se traduza em mais valia, numa vila com ruas estreitas, boa gastronomia e um património curioso, com ambiente doce e naturalmente reconfortante, com rio e mar.

Imagem: www.peletras.blogspot.pt


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Manuel Vieira
nevieira@novofangueiro.com

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